quinta-feira, 12 de março de 2015
Um discurso sobre a recente história da ocupação do solo em Recife
Para quem vai investigar as comunidades do Bode e Brasília, por exemplo, aqui está um discurso significativo a respeito de como se pensa a ocupação dos bairros e, sobretudo, como se vê as zonas ocupadas por pobres na condição de território "inutilizado" que requer "intervenção severa" para a estruturação de empreendimentos privados. Esta relação entre o mercado imobiliário e o interesse coletivo requer reflexões em contextos recentes de diversos bairros recifenses.
segunda-feira, 9 de março de 2015
Blog e educação
Para quem não sabe trabalhar com blogs, aqui vai uma dica: Manual do blogger
Novas equipes e propostas
O PIBID de História da UFPE começa o ano de 2015 com uma nova equipe, novas escolas e novo projeto de ação.
Este ano iremos trabalhar com a história dos bairros na região metropolitana do Recife. Para tal, selecionamos algumas escolas que nos permitirão fazer interessantes e importantes discussões sobre a formação de bairros e/ou vilas operárias em Recife, como os bairros da Torre e a cidade de Paulista. Outros bairros nos permitirão discutir a luta pela terra, pela casa, como as comunidades de Brasília Teimosa e Planeta dos Macacos, além da Comunidade do Pilar.
Também discutiremos as transformações urbanas ocorridas no Recife nestes últimos 50 anos. Estes são nossos eixos de trabalho e discussão.
Este ano iremos trabalhar com a história dos bairros na região metropolitana do Recife. Para tal, selecionamos algumas escolas que nos permitirão fazer interessantes e importantes discussões sobre a formação de bairros e/ou vilas operárias em Recife, como os bairros da Torre e a cidade de Paulista. Outros bairros nos permitirão discutir a luta pela terra, pela casa, como as comunidades de Brasília Teimosa e Planeta dos Macacos, além da Comunidade do Pilar.
Também discutiremos as transformações urbanas ocorridas no Recife nestes últimos 50 anos. Estes são nossos eixos de trabalho e discussão.
GRUPOS/
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Escola de Paulista. Ângelo de Agostini
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Karla Leal
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Isabela Tristão
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Graziela
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Cybelle Oliveira
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Jonathas Souza
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Porto Digital. José Alexandre
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Allan
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Jeani Pontes
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Felipe Davson
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Dario
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Pietro
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Martins Júnior. Adriana Maia
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David Araujo
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Carolina Braga
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Waldomiro
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Karla Fagundes
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Mariana Larissa
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Oswaldo Lima Jr. Roberto José
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Giovanni
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Jones
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Mayara
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Mariano
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Trajano de Mendonça. Paulo Alexandre
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Mariana
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Ana Renata
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Manoel
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Wanderson
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Pedro Henrique
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terça-feira, 3 de março de 2015
Narradores de Jave filme nacional completo
O filme, Narradores de Javé, da diretora Eliane Caffe, nos permite fazer uma discussão bastante complexa sobre os usos da memória, as dificuldades de se escrever a história, memória e identidade, e por ai vai. Quem não conhece, não deixe de ver!
segunda-feira, 13 de outubro de 2014
CINEAB- EREM Diário de Pernambuco: “O Grande Bazar”
No
dia 29 de Maio de 2014 iniciamos as ações do nosso projeto de intervenção no
EREM Diário de Pernambuco situada no bairro do Engenho do Meio. A escola atende
onze turmas do Ensino Médio, dentre elas seis turmas de 1º ano, três turmas de
2º ano e duas turmas 3º ano, todas em horário semi-integral. A proposta do
nosso projeto coletivo é dinamizar o ensino da história africana e
afro-brasileira, através de sessões de cinema com filmes africanos e afro-brasileiros.
Como
abertura de nosso projeto, convidamos o professor da José Bento para realizar o
CINEAB na escola, o filme exibido foi “O
Grande Bazar”, o longa-metragem Moçambicano de 2006 dirigido por Licínio
Azevedo, esse filme retrata uma estória emocionante, que revela o poder da
amizade e demostra a realidade moçambicana com um olhar diferenciado dos
estereótipos amplamente arraigados no imaginário coletivo. O filme narra a estória
Paíto um garoto de doze anos que ao ser roubado por alguns rapazes decide não
voltar para casa enquanto não recuperasse o que havia perdido. O garoto passa a
viver num mercado da capital de Moçambique onde conhece Xano, um garoto com propósitos
bastante diferentes dos seus, deste encontro inusitado nasce uma amizade.
Durante o longa-metragem os garotos compartilham diversas aventuras. Eles
encontram em sua jornada vendedores, clientes e ladrões, a vida no mercado é o
pano de fundo dessa estória comovente, onde para conseguir dinheiro os dois
garotos decidem se juntar e montar um salão de beleza “Rainha do Mercado”. Ao
longo da estória passamos a conhecer o cotidiano e um pouco da história dos frequentadores
do mercado, suas roupas, costumes, e produtos que mais consumem.
O
filme foi exibido no auditório da escola, a sessão teve início as três e
quarenta da tarde, após o intervalo para o lanche dos estudantes. Três turmas
participaram um 1º ano e dois 2º anos do Ensino Médio, estavam presentes na
sala cerca de sessenta estudantes, que demonstraram muita atenção durante toda
apresentação do longa-metragem, eles vibravam, torciam e davam risadas com as
diversas aventuras vivenciadas pelos protagonistas do filme. Os estudantes
demostravam uma grande ansiedade para verem e ouvirem o professor José Bento,
os alunos não ficaram tímidos diante do professor, eles participaram do debate
que durou meia hora após a sessão. Através dos mercados apresentados no filme,
foram feitos alguns contrapontos com os mercados do Recife, dentre eles o mais
famoso, o Mercado de São José, senário conhecido pelos estudantes. Os alunos
também perceberam as semelhanças em relação às comidas expostas no mercado
moçambicano, que podem ser facilmente encontradas nos mercados do Recife, como
por exemplo: inhame, pimenta, alho, tomate, entre outros. O Professor José
Bento discorreu sobre as principais características dos locais retratados no
filme, ele também falou sobre as atividades profissionais exercidas em
Moçambique e também sobre moeda utilizada do comercio. Para explicar os
aspectos geográficos ele apresentou o mapa, mostrando a vasta diversidade do continente
africano. Durante a explicação um estudante
do 1º ano indagou um dos integrantes do PIBID sobre a localização do Haiti no
continente africano, o que demonstra uma falta de informação e conhecimento a
respeito da localização dos países dentro e fora da África. Durante o debate
alguns alunos mencionaram que têm amigos africanos, e também fizeram
questionamentos sobre as línguas existentes no continente. A conversa fluiu até
passarmos um pouco da hora, alguns pais chegaram a ligar para escola, mas os
alunos em sua maioria estavam ansiosos para saber mais. Estudantes de outras
salas chegavam para participar do dialogo ou longo da tarde.
Por
volta das cinco e quarenta da tarde, encerramos a sessão com o sorteio de
quatro livros doados pelo professor José Bento, “Caderno de História: história e cultura africana e afro-brasileira” da
série comemorativa de 10 anos da Lei 10.639/03, um exemplar foi doado para a
escola.
quinta-feira, 28 de agosto de 2014
Cine Erem Diário de Pernambuco:Touki Bouki e as impressões dos alunos.
O filme
senegalês dirigido por Djibril Diop Mambéty, gravado em 1973 é um dos grandes
filmes da dramaturgia africana. Com seu olhar sobre a África e principalmente
sobre o Senegal Mambéty consegue fazer com que aqueles que assistem o seu filme
possam entrar um pouco no contexto africano e também despertar o interesse
daqueles que não conhecem muito sobre o país e o continente. Ao passarmos este
filme em uma das sessões do Cine Diário de Pernambuco, os alunos demonstraram
interesses, fizeram indagações sobre o filme e sobre contexto social africano, demonstrando, em alguns momentos, uma falta
de informações acerca do continente africano e da grande diversidade cultural, linguística e social existentes nos países africanos. Durante a exibição do filme, o principal
questionamento girava em torno do desenvolvimento urbano do país em contraponto
ao imaginário comum. Outras indagações surgem em relação à colonização do
Senegal, onde exploramos a questão da pluralidade linguística e o francês como língua
oficial do Senegal, trabalhando também a questão da colonização e a permanência
das línguas étnicas. No filme, outro aspecto que chamou muito a atenção dos
alunos, assim como a nossa, pibidianos, foi a supervalorização da França e do
consumo de seus produtos, inclusive presente na trilha sonora do filme.
O filme Touki Bouki, está disponível no canal Cine Erem DP do you tube, para quem quiser conferir essa belíssima obra, estremante original, marcada pelo pioneirismo. https://www.youtube.com/watch?v=sA1FFbzuHHc
segunda-feira, 4 de agosto de 2014
Uma aula de evolução humana diferenciada no EREMPD
No dia 28 de abril de 2014 os bolsistas de Pibid da Escola de Referência em Ensino Médio Porto Digital deram uma surpresa aos alunos de uma das turmas do primeiro ano. O que para os alunos seria mais uma aula de história com o qual eles já estavam habituados (que não deixa de já ser muito boa, ministrada pelo professor Zé Alexandre) ficou ainda mais interessante e estimulante com a exposição de moldes de crânios de espécimes da árvore evolutiva humana, e apresentados nada menos do que por uma arqueóloga profissional, Carolina Espinola, que trabalha no Laboratório de Arquelogia Forense da UFPE (Universidade Federal de Pernambuco).
A aula dos bolsistas Pibid auxiliada pela arqueóloga Carolina teve como principais objetivos, além de tornar a aula mais divertida e interativa, fazer com que os alunos tivessem contato com vestígios de nossa evolução, no qual eles normalmente têm contato apenas por livros, assim como falar mais da arqueologia e de outras ciências que auxiliam no trabalho da história quanto ciência, e estimular o interesse dos alunos para a cativante área das Ciências Humanas.
Em meio aos crânios, que foram cedidos pelo Laboratório de Arqueologia Forense da UFPE, haviam também outras especies de hominídeos que não fizeram parte de árvore evolutiva humana (como o Homo Neanderthalensis), o assunto que mais chamou a atenção dos alunos e levantou debates. Lá se encontrava por último um crânio de Homo Sapiens, que serviu como ponto de partida para comparações anatômicas, apontando as principais mudanças ocorridas no processo evolutivo em seu contexto pré-histórico.
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