terça-feira, 27 de maio de 2014

Data para entrega do Projeto de Pesquisa

Boa noite pessoal, ficou acordado na reunião de hoje (27/05/2014) que a entrega dos projetos de pesquisa podem ser realizadas impreterivelmente até o dia 15 de Junho de 2014. Um abraço!

domingo, 18 de maio de 2014

Revista Educação & Realidade

Dica para quem não conhece a revista Educação & Realidade, da Faculdade de Educação da UFRGS. Há muitos números on line, dentre os quais destaco alguns, que podem ajudar quem está fazendo projeto de pesquisa ou mesmo os projetos de intervenção nas escolas.

Em 2012 há um volume sobre práticas multidisciplinares para a educação, com artigos sobre diferentes temas multidisciplinares, dentre os quais o tema da cidadania.
Há também um bom volume sobre ensino de história, em 201, com artigos sobre temas diversos, todos muito interessantes.
Há outros muito bons volumes, sobre assuntos diversos, como violência, juventude, Foucault e Educação, dentre outros. Vão lá conferir!

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Curta histórias (EREM Martins Junior)

Curta histórias: afirmação da identidade negra e aproximação à cultura popular 








O Curta Histórias é um concurso de curtas-metragens voltados para a temática étnico-racial. No ano corrente, o tema do concurso foi "personalidades negras" e nós  junto à EREM Martins Junior participamos de tal competição. 
A personalidade escolhida pelos próprios educandos foi o Mestre Galo Preto., reconhecido em 2011 como Patrimônio Vivo de Pernambuco. O mestre do Coco, que completa, em 2014, 70 anos de suas atividades, nasceu no hoje conhecido como Quilombo de Santa Izabel, no município de Bom Conselho de Papa Caças, no interior de Pernambuco, e tem muita história para contar com sua vasta experiência. Seu repertório inclui temáticas como o preconceito racial e a desigualdade social. 
Ao levar ao Martins Junior a atividade de produção do curta, objetivamos promover a iniciação dos educandos na arte audiovisual e também trabalhar as questões da identidade negra e do preconceito racial e social. Além disso, procuramos promover o contato deles com a cultura popular, representada pelo Coco e por Galo Preto. Nesse contexto, foi possível verificar como tais tradições populares estão, de certa forma, distantes da realidade do jovem, embebidos das músicas e outros produtos "do momento". Contudo, houve grande empolgação para participar da atividade; quanto a isso, é válido ressaltar que nossa gravação ocorreu em um sábado, no feriadão (sexta-feira santa e Tiradentes), o que não impediu que ocorresse com sucesso. Para tanto, contamos também com a colaboração de Renê Nascimento, editor do curta, e Joelton Alves, nosso cinegrafista. 
A produção do curta foi o pontapé inicial para o fomento de discussões a respeito da identidade negra e da cultura popular na EREM Martins Junior. Ainda há muito a ser feito e o recurso audiovisual promete ser um grande aliado.  



V EPEPE

Pessoal, segue uma dica interessante, de quem está disposto a apresentar trabalhos em congressos, ou mesmo só assistir.


V EPEPE

ENCONTRO DE PESQUISA EDUCACIONAL EM PERNAMBUCO

Unidade Acadêmica de Garanhuns/UAG da UFRPE
Dias 27, 28 e 29 de agosto de 2014


segunda-feira, 12 de maio de 2014

Projetos

Só para relembrar o que tínhamos acordado na última reunião.
Os projetos de intervenção nas escolas, bem como os projetos de pesquisa, devem contemplar os seguintes itens:

1. Introdução, em que se apresentará a ideia geral do projeto.
2. Justificativa, em que se discutirá a relevância do projeto.
3. Metodologia, ou seja, como vão desenvolver o projeto e, se possível, aspectos teóricos relacionados a esse fazer.
4.Resultados esperados e formas de avaliação.
5. Cronograma
6. Bibliografia.

Na próxima reunião do dia 20 de maio todos devem apresentar suas propostas de modo sistematizado.

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Cinema: Ditadura nunca mais. (EREM Diário de Pernambuco)

“Para que não se esqueça. Para que nunca mais aconteça”.

Rememorando os 50 anos do golpe civil Militar no Brasil (1964-1985) foi exibido o filme Batismo de Sangue (2007), nas turmas dos 3º ano do ensino médio, na sala de vídeo, um ambiente climatizado que deixou todos à vontade e nos proporcionou tirar os alunos da rotina, mantendo o caráter pedagógico. Esta atmosfera deu muita liberdade aos estudantes, deixando todos confortáveis para expressar suas opiniões e dúvidas sobre o assunto. O principal objetivo com apresentação do filme era levar o debate sobre o golpe para a sala de aula, abordando de maneira crítica os mais variados temas no que diz respeito ao assunto. Durante o debate os estudantes falaram sobre as violências vivenciadas durante esses anos tenebrosos, e também sobre a importância da Comissão da Verdade, que tem por objetivo investigar violações de direitos humanos, ocorridas entre 1946 e 1988 no Brasil. Os estudantes demostraram muito interesse pelo tema, eles também expuseram sua inquietações e sentimentos sobre a ditadura e seus resquícios em nossa sociedade. Abordar a questão da ditadura dentro das escolas é fundamental para a conscientização das gerações que não viveram esse processo, só assim podemos construir uma memória crítica.  




quarta-feira, 30 de abril de 2014

Exposição: Eugenia e Darwinismo Social. (EREM Martins Júnior - 3º B)




Eugenia e Darwinismo Social

A Eugenia e o Darwinismo Social enquanto fenômenos do espírito científico e político do fim do século XIX e início do XX foi amplamente utilizada pelas ideologias racistas e fascistas como forma de apregoar a superioridade e a pretensa hierarquização das raças. Imbuídos da pretensão dos discursos de verdades produzidos pela ciência da época, se utilizando desses discursos para a perseguição sistemática, massacres racionalizados e burocratizados dos chamados “inferiores” como prática racional e científica essas ideologias e suas práticas foram objetos de nossa exposição.
Os fascismos convenceram com seu discurso unificador-nacionalista, transformando as crises econômico-políticas em culpa do outro, do inimigo externo e do “câncer” social que acreditavam existir. Tendo como base as descobertas no campo da genética e das ciências naturais o dito melhoramento das raças e a influência da teoria de Darwin nas ciências humanas foi utilizada como política de Estado, não só na Alemanha, mas também nos EUA e nos países nórdicos, chegamos com o holocausto a um momento que Adorno descreveu como: “Impossível de poetizar após Auschwitz.” Adentramos não só ao ápice do reinado da racionalidade técnica e da herança prometeica, mas também ao estágio onde a técnica suplantou o domínio da razão crítica e a pretensão iluminista do esclarecimento e da autonomia nos pareceu derrotada.  O que dirão os índios norte-americanos exterminados pelos colonos recém-chegados? As políticas imigratórias no Brasil no início do século XX e as propostas de “embraquecimento” do país? Será que não são demonstrações contundentes do uso desenfreado e anti-humano do discurso científico?
Podemos concordar que o ápice do alinhamento Saber-Poder-Técnica foi o Nazismo e o uso científico que o mesmo fez para a destruição do outro, mas foi importante para nós a observação do caso norte-americano que há anos se arroga a maior democracia do mundo, porém até a década de 60 distinguia racialmente os indivíduos de forma institucionalizada, que até hoje tolera em nome de uma liberdade de expressão acrítica e falaciosa se vista do ponto de vista da alteridade tolera grupos como a Klu Klux Klan e que foi fundada sobre o extermínio dos índios.
Lembrando do Walter Benjamin em um de seus textos: “Todos os bens de cultura são também bens da barbárie, não podemos olhá-los sem horror e tremor.” E fazendo uso da letra do Iron Maiden: “Fujam para as colinas.” Pensamos e tentamos relacionar o uso desenfreado da técnica a serviço do poder e de como o Nazismo foi destrutivo, de como em tempos de crises o discurso é sedutor, mas lembrando sempre o quão anti-humano e destrutivo pode ser uma ideologia totalitária racionalizada e com discursos de verdades, de quão vivo esse tipo de discurso aparenta estar.