Realizamos na última quarta feira um encontro muito proveitoso, reunindo todos os alunos do PIBID de História, com seus supervisores e os alunos das escolas conveniadas que desenvolvem o projeto sobre a história dos bairros.
Foi muito importante ouvir as experiências que estão sendo desenvolvidas nas escolas, e também perceber o quanto estas pequenas ações contribuem para um melhor entendimento do papel da história na educação básica.
Segue o link do Seminário:
I SEMINÁRIO INTEGRADO DO PIBID DE HISTÓRIA DA UFPE
sexta-feira, 5 de junho de 2015
quinta-feira, 4 de junho de 2015
Caçando Memórias : Um passeio pelo bairro de Jardim São Paulo !!
Após alguns encontros e uma
oficina de História oral no Erem Trajano de Mendonça, os alunos se sentiram
empolgados com a proposta dos “Pibidianos” de fazerem uma trilha pelo Bairro de
Jardim São Paulo. O interessante é que uma boa parte desses alunos não são
moradores dessa área “nobre” do bairro, e não existia nenhuma identificação com
o local, assim tentamos realizar a trilha passando por três praças mais a igreja
paroquial, ondem pudessem ter um maior contato com o objeto que estávamos trabalhando:
o Bairro. Seria o primeiro momento onde os
alunos seriam participativos no projeto, onde até o momento só estávamos tratando
de planos e metodologias.
A trilha deveria ser um momento apenas
uma observação e aproximação, mas a empolgação dos alunos transformou a caminhada em uma verdadeira
caça aos idosos , a oficina de história oral despertou a vontade dos estudantes
de descobrir ainda mais a história local
, que desde a nossa chegada as informações sobre o bairro estavam fadadas ao
antigo Engenho São Paulo . Ou seja, além
dos alunos, nós estávamos com dificuldades de conseguir qualquer tipo de fontes
para a pesquisa, com essa trilha nos fez ampliar os possíveis entrevistados e
novas histórias a conhecer.
Na praça principal, todos os
idosos presentes foram alvos da abordagem dos alunos, onde alguns se sentiram disponíveis
para boa conversa, outros acuados com o bombardeios de perguntas , mas no final entenderam a importância
do projeto para Jardim São Paulo . Ainda
lá , nós realizamos uma atividade, onde os estudantes procuravam perguntas
escondidas na praça e respondiam a luz dos encontros anteriores, Como “o que
era memória?” “ qual a importância da
história local?”, dentre outras. As conversas
com as pessoas mais velhas variavam de alguns minutos a longos relatos de vida,
da forma que todos os envolvidos mostravam atenciosos com as novas informações.
Os estudantes estão engajados no projeto,
onde buscam com frequência, mais idosos e mais informações da história local. Pensam na possibilidade da construção de um livro.
NOTA DE PESAR
No momento em que escrevia essa publicação soube da noticia do falecimento do Sr Francisco Pereira morador há 32 anos no bairro. O professor Paulo um dia antes no encontro dos PIBID falou que: “A história do Bairro está morrendo junto com ele, porque infelizmente idade chega ou acidentes acontecem. E se vão sem compartilhar os seus conhecimentos porque ninguém antes se preocupou com isso. “ Deixamos aqui nosso pesar a toda família do Sr Francisco , e dizer que ele foi importante para a construção desse Projeto no Bairro desde momento que aceitou a conversar com os estudantes.quarta-feira, 3 de junho de 2015
Jardim São Paulo: Memória ferroviária em risco
Jardim São Paulo também tem uma história lamentável de
abandono do patrimônio público e histórico. É o caso da situação que se impõe sobre
o pátio ferroviário Edgard Werneck, deteriorado e relegado ao abandono.
Tentamos sem sucesso a partir de diversos contatos ter acesso ao parque, porém,
educadamente, tivemos nossos pedidos negados pela exaustiva repetição da
condição de que “amanhã entraremos em contato para confirmação da visita”. Várias
ligações e vários “amanhãs” depois, nada foi confirmado. O que encontraríamos
por lá era previsível, pois sabe-se que o que restou de equipamentos e
composições férreas está em processo de sucateamento pela falta de manutenção
já denunciada anteriormente por entidades como a APEFE - Associação
Pernambucana de Ferreomodelismo e Preservação a Ferrovia.
O parque entre os bairros de Areias e Jardim São Paulo remonta
à construção a uma antiga estação local (Estação Areias) do final do século
XIX. Em 1925 foi rebatizada em homenagem ao engenheiro Edgard Werneck,
assassinado após investigar e denunciar um esquema de corrupção na companhia
ferroviária Great Western.
A Estação Werneck foi na década de 1920 incrementada pela implantação de um parque de manutenção que dispunha inclusive de uma rotunda
(estrutura giratória que direcionava locomotivas para galpões-oficinas e que,
ao que parece, era basicamente a única em Pernambuco a dispor de tal sistema – não
encontramos até aqui informações de outras nos dois outros parques de
manutenção pernambucanos). A estação de embarque e desembarque de passageiros
foi mantida mesmo com a construção do parque e seu uso indicava ser intenso,
permanecendo ativa até a substituição da antiga linha de trens pelo metrô. O
parque foi mantido parcialmente, hoje estando aos fundos da sede do Metrorec e
lá se encontram ainda equipamentos empregados no trabalho de manutenção e
reparo dos trens e o que sobrou de algumas composições movidas à diesel, mas
todo esse acervo está sendo vítima da corrosão e da falta de respeito ao
patrimônio.
Ir em busca dessa história especificamente é uma missão para ser cumprida, afinal, (FREIRE, et al)
A partir desse processo de valoração do patrimônio ferroviário em Pernambuco, pode-se perceber o quanto a Memória Ferroviária é determinante para a preservação dos aspectos culturais e históricos desse contexto, que perpassa o patrimônio industrial brasileiro. Essa memória permite expressar os processos históricos de implantação dos elementos, da organização funcional, da organização espacial, da configuração da paisagem e da logística de operação ferroviária. (em: http://goo.gl/TxlHiW)
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| Década de 1930: A estação, o parque e ao fundo a fábrica SAMBRA / Atual: A Estação do metrô, a sede do METROREC e o que restou do parque de manutenção |
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| Rotunda da estação Edgard Werneck, década de 1950 |
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| Plataforma de embarque/desembarque (década de 1920) |
Conhecendo Jardim São Paulo: entrevista com Diogo Galdino da Silva
Na primeira terça-feira de Junho
nós, Pibianos e alunos da Escola de Referência em Ensino Médio Trajano Mendonça,
conseguimos realizar a entrevista com uma das figuras mais queridas do bairro
de Jardim São Paulo – Recife/PE, o senhor Diogo Galdino da Silva. Essa figura
de 89 anos, é morador do bairro desde 1946, e exerceu durante muito tempo a
profissão de barbeiro nas imediações da praça de Jardim São Paulo. Hoje seu
Digo tem até beco com seu nome - homenagem feita por um vereador. Comentando
sobre diversos momentos do bairro, Diogo conseguiu manter os olhares, de todos
os presentes, vidrados ao próximo passo de sua narrativa além, também, de
relatar suas experiências pessoais que o fazem entrar nas miríades da
coletividade, Diogo fez paralelos com os jovens de hoje e as modificações
acorridas no bairro. Um dos pontos da
entrevista, que foi bastante comentado por Diogo, consta da presença de Gregório
Lourenço Bezerra em seu salão e a relação próxima entre os dois.
Seguem algumas fotografias:
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| Diogo Galdino(de branco) conta a Wanderson Freire os diversos momentos do bairro. |
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| Alunos da Escola Trajano Mendonça envolvidos no em todo o processo |
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| Seu Diogo Galdino e toda a equipe participante |
Alunos do Trajano Mendonça: Ana Jackielly; Jefferson Arruda e Rebeca Luna
Supervisor: Paulo Alexandre
segunda-feira, 1 de junho de 2015
EREM/PD nas Trilhas do Pilar: Atividades de entrevista
Considerando
as potencialidades da História Oral para o ensino de História, nos dias 13, 14
e 27 de maio, foram iniciadas, junto à comunidade escolar, as atividades de
entrevista do projeto Nas Trilhas do
Pilar. Desenvolvido no âmbito do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação
à Docência (PIBID/UFPE História), tais atividades têm por objetivo familiarizar
os estudantes às práticas metodológicas da História oral, articulada ao
conhecimento da História Local do Bairro do Recife, especificamente, no que tange
a comunidade do Pilar.
Tendo
em vista as atividades de campo já desenvolvidas durante a primeira Trilha,
realizada no dia 10/04, somada às oficinas de História Oral e Local realizadas
junto à comunidade escolar, foi iniciada a seleção dos depoentes. Como critérios
básicos desta seleção, consideramos a vivência de cada depoente junto ao Pilar.
Neste processo, contamos ainda com a participação dos estudantes na seleção dos
entrevistados, desenvolvimento dos roteiros das entrevistas e auxilio técnico.
Segue
abaixo alguns registros:
Figura 1 – Entrevista com Sandra
Maria
Figura 2 – Entrevista com Antônio
José
Figura 3 – Entrevista com Fernandina
Oliveira
Figura 4 – Entrevista com Lindacy
Alves
Figura 5 – Estudantes da EREM/PD, monitores
do PIBID na residência da entrevistada Lindacy Alves.
segunda-feira, 25 de maio de 2015
Um olhar sobre a Cidade das Chaminés
Nesta Segunda-Feira (25/05), os alunos da Escola Estadual de Paulista, acompanhados dos pibidianos, puderam ver de perto os pontos mais significativos da História da Cidade. A trilha ocorreu pela manhã e contou com a participação de alunos dos primeiros e terceiros anos e seguiu um roteiro composto pelos seguintes pontos:
- Casarão dos Lundgrens
- Antiga Fábrica de Tecidos Paulista
- Feira do Centro de Paulista
- Igreja Santa Isabel
- Praça Agamenon Magalhães
- Casarão dos Lundgrens
- Antiga Fábrica de Tecidos Paulista
- Feira do Centro de Paulista
- Igreja Santa Isabel
- Praça Agamenon Magalhães
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