domingo, 30 de abril de 2017

Alunos da EREM Porto Digital e o Absolutismo monárquico: as relações de poder ontem e hoje

Os alunos dos 2º A, B e D da EREM Porto Digital participaram de uma aula construtivista ao longo do mês de Abril. Como pauta dos que compõem o PIBID na escola está a necessidade efetiva de trazer os estudos históricos e relacioná-los com o seu cotidiano, seja no espaço educacional, na família ou entre amigos. A proposta pedagógica foi para que os alunos pudessem assimilar o conteúdo de Absolutismo monárquico presente nos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN's), compreendendo a historicidade na Idade Moderna e que, a partir disso, pudessem relacionar as relações de poder presentes tanto no passado como nos dias atuais. Segundo Paulo Freire, não se pode encarar a educação a não ser como um que-fazer humano. Que fazer, portanto, que ocorre no tempo e no espaço, entre os homens, uns com os outros. Disso resulta que a consideração acerca da educação como um fenômeno humano nos envia a uma análise, ainda que sumária, do homem e suas relações e vínculos de sociabilidades.Dentro do processo de construção da aprendizagem, os bolsistas do PIBID (Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência) trouxeram à sala de aula, para fomentar o interesse dos alunos, música, texto na modalidade de conto e utilizaram os recursos digitais para promover um percurso educacional que se propusesse interessante para os estudantes. 

Alunas lendo o conto proposto no qual evidenciava um projeto futurístico da sociedade onde as mulheres dominavam o mundo: uma breve discussão sobre relações de gênero.

Discussões como gênero, mundo do trabalho e a predominância do homem sobre a natureza foram guiados estabelecendo sempre um olhar para o passado e percebendo que a História se guia sobre rupturas e permanências, mais estas que aquelas. A princípio, como motivação inicial, foi mostrada em forma de vídeo/animação para os estudantes a música "Do the evolution" da banda Pearl Jam na qual se retrata de forma muito verossímil o processo de todos contra todos, assimilado na falta de um contrato social, daí o objetivo central é perceber, juntamente com os participantes da aula, os dois lados das relações de poder: ao passo que sustentam o processo civilizacional, também expõe dominações. O objetivo do plano foi fazer com que os alunos percebessem a transitoriedade da manifestação de relações de poder, utilizando o conteúdo da Idade Moderna, Absolutismo Monárquico, para perceber as formas de subordinação e de dominação. Os recursos utilizados para auxílio da análise por parte dos alunos foram: audiovisuais e textos literários (conto e tirinha). Após esse período de sensibilização dos alunos sobre o tema, fez-se a explicação oral, com auxílio de Datashow das formas utilizadas na Idade Moderna para Legitimação da centralização do poder real., e como atualmente esses indivíduos influenciam a organização do Estado.

Bolsistas Jeani Gomes e Mariana Nogueira realizando a aplicação na turma 2°D.

A utilização da tirinha e do conto foram os recursos literários utilizados na aplicação do Plano de aula, pois ambos possuíam um teor satírico e reflexivo sobre a subordinação e dominação humana. Além disso, pôde-se obter novas formas de visualizar as relações humanas, onde ainda estão presentes a desigualdade, o desrespeito e controle por parte dos indivíduos no dia a dia dos alunos. Um abordagem que resultou em bastante participação dos alunos fora a de gênero, uma vez que mesmo nos espaços de trabalho atualmente, as mulheres ainda recebem salários inferiores aos dos homens e isto resultou em debate para com os alunos.

Estudantes atentos ao desenrolar da proposta pedagógica.


O empoderamento feminino negro enquanto proposta pedagógica na EREM Trajano de Mendonça

Na Semana da Mulher, realizada anualmente na EREM - Trajano de Mendonça, nosso grupo do PIBID-UFPE foi convidado para compor a programação do evento. Ao nos reunirmos, optamos trabalhar com os(as) alunos(as) o tema “Empoderamento Feminino Negro”. Com essa temática, tivemos como objetivo levar um dos conceitos de empoderamento, discutir as correntes feministas, a partir de uma perspectiva histórica, assim como o racismo, classe, gênero e apropriação cultural.
Aplicamos o plano de aula em duas turmas. Assim que chegamos na sala, pedimos para que todos(as) fizessem um grande círculo. Após se acomodarem, solicitamos que eles anotassem em um papel alguns adjetivos, palavras, sensações que eles(as) tinham e que guardassem aquele papel para o final da aula.
Para isso, dar continuidade a aula, utilizamos a música “Mulheres Negras” da rapper feminista, Yzalú, que funcionou como motivação inicial da aula e também nos serviu como plano de fundo para que os(as) alunos(as), através da letra da canção, começassem a ser provocados com as diversas temáticas abordadas pela cantora.

Alunos participando da atividade proposta pelos bolsistas.

Na primeira aplicação do plano de aula, após os(as) alunos(as) receberem a canção impressa, pedimos que todos(as) acompanhassem a música que ia tocar, em leitura, e que eles(as) grifassem as partes que lhes chamaram mais atenção e que também poderiam fazer anotações, indagações, contextualizações. Nessa atividade, foram identificados por eles(as): diferença de classe, a temática da escravidão, questionaram a publicidade em torno das mulheres negras, assim como seus papéis nas novelas e também cargos importantes que elas estavam invisibilizadas como médica, donas de uma empresa.
Ao perguntarmos sobre o que eles(as) achavam que significava “empoderamento”, foi possível perceber que eles, no primeiro momento, identificaram o empoderamento da mulher como se esta estivesse acima do outro gênero, ou seja, acima do homem ou também como alguém que estava “tomando poder” ou “detendo poder nas mãos”. Entretanto, ao conceituarmos o termo como: “Empoderar-se é reconhecer-se enquanto sujeito social, político, autor de sua própria história e capaz por lutar por seus direitos, que não são só seus, mas também de um grupo”, eles começaram a mencionar outras questões como a não submissão no relacionamento, no momento em que um dos colegas de classe mencionou que não deixaria uma namorada sair sozinha, e também com a estética negra, relacionando às mulheres negras deixarem o cabelo natural (cacheado, crespo) como uma forma de se empoderar.

Alunos foram convidados à autorreflexão sobre o papel da mulher negra no cotidiano.

Apresentamos a temática do movimento de mulheres, a partir da menção da construção do movimento feminista no século XX, que começou a surgir num contexto essencialmente branco e de classe média. Contudo, foi-se compreendendo, com o tempo, que as mulheres negras não lutam “apenas” contra o machismo e a misoginia, mas também contra a distinção de classe e o racismo. Dentro de um debate mais contemporâneo, utilizamos como exemplo a Marcha das Vadias, que é um movimento muito criticado por mulheres negras. Tanto que, para essa afirmação, recorremos a uma carta aberta escrita por uma mulher negra, publicada no site “Black Women’s Blueprint”, que foi traduzida em português. Podemos dar destaque a esse trecho, que foi o ponto principal tocado na sala de aula, para apontarmos a crítica:
“Como Mulheres Negras, não temos o privilégio ou o espaço de nos chamarmos de “Vadia” sem validar a ideologia historicamente intrincada e recorrente de quem é a Mulher Negra. Nós não temos o privilégio de brincar com representações destrutivas que foram marcadas no nosso imaginário coletivo, nos nossos corpos e nossas almas por gerações. Apesar de compreendermos o ímpeto válido por trás do uso da palavra 'vadia’ como linguagem usada para enquadrar e representar um movimento anti-estupro, estamos gravemente preocupadas. Para nós, a trivialização do estupro e a ausência de justiça são cruelmente ligadas à narrativas de vigilância sexual, acesso legal e disponibilidade da nossa humanidade. É ligado a ideologia institucionalizada de nossos corpos como objetos sexuais da propriedade de outra pessoa, espetáculos de sexualidade e desejo sexual. É ligado às noções de nosso corpos, com roupas ou sem roupas, serem impossíveis de serem estuprados, seja na plataforma de leilão (nota: local onde se colocavam escravos à venda), nos campos ou na tela da televisão. A percepção, e a larga aceitação de especulações sobre o que a Mulher Negra quer, o que ela precisa e o que ela merece, há muito tempo ultrapassou as barreiras de somente como ela se veste.
"Semana da mulher" se tornou tradição na EREM Trajano de Mendonça e alunos aderem maciçamente à causa.

Com esse debate, também foi possível adentrar no tema sobre hiperssexualição do corpo feminino negro e também de como as mulheres negras são retratadas na mídia de maneira pejorativa. Os(as) alunos(as), como forma de trazer a exceção para sala de aula, mencionaram o programa televisivo da Globo, “Mister Brau”, e foi sentido, em algumas falas, que a própria mídia usava isso, assim como colocar mulheres negras em comerciais de televisão ou fazer produtos para cabelos crespos como uma maneira de faturar mais, como se essas mulheres “estivessem na moda”. Já outros(as) alunos(as), colocaram que isso é uma forma de se está dando mais oportunidades para as mulheres negras, diminuindo o fator do racismo.
A partir desse momento, começamos a discutir um pouco sobre “apropriação cultural”. Utilizamos como exemplo a Loja Farm, que fez uma coleção de roupas associadas ao mar, e colocou uma modelo branca para tirar uma foto com simbologia referente à Iemanjá. Provocamo-los (as) para refletirem se fosse uma mulher negra naquela foto: “o que associariam se fosse uma mulher negra com referência à Iemanjá?”. Logo os (as) alunos (as) mencionaram que isso seria algo depreciativo, pois associariam a “macumba”, apontando a questão da “intolerância religiosa”.
Como se foi dito, pedimos para que os (as) alunos (as) escrevessem num papel algumas associações que lhes vinham na mente quando escutassem “mulheres negras”. O objetivo era que no final da aula, eles escrevessem novamente o que eles achavam que podiam associar a essas mulheres e também que escrevessem cartazes com os assuntos abordados na sala de aula, ou seja, em torno da temática.
Percebemos que a música “Mulheres Negras” tinha um potencial ainda maior do que pensávamos para aula, no primeiro instante, e passamos a discutir, na segunda turma, através da música. Os trechos iam sendo mencionados pelos (as) alunos (as) e, a partir disso, começamos a discutir com ele sobre os temas que foram pensados por nós previamente. Constatamos também que, dessa forma, o debate ficou mais fluido e os(as) alunos(as) participaram de maneira mais efetiva e também que conseguimos nos ater mais ao tempo.

sábado, 22 de abril de 2017

Palestra sobre a Revolução Pernambucana de 1817 - EREM Martins Júnior

O Pibid de História da EREM Martins Júnior participou de uma palestra no dia 10 de abril com o professor da rede estadual Ederval Trajano, que esta fazendo uma rodada de palestra para discutir a Revolução Pernambucana de 1817, na ocasião o educador discutiu com os estudantes da escola a importância do movimento para o Brasil, além de apresentar sua experiência no ensino da história e produção de filmes, para trabalhar o movimento ele organizou e produziu junto com seus educandos um curta metragem sobre a "Noiva da Revolução", a obra literária trata de um romance entre uma portuguesa e um comerciante brasileiro, em sua fala o professor destacou: "Filme em sala de aula é muito bom, produção de filmes na sala de aula é muito melhor para aprendizagem dos estudantes."



Palestrante: Professor Ederval Trajano

 Professora Supervisora: Adriana Maia

 Painel com notícias de jornais semanais sobre a Revolução de 1817

sexta-feira, 21 de abril de 2017

Visita dos estudantes da escola EREM Martins Júnior ao Instituto Ricardo Brennand e à exposição sobre as obras de Frans Post e o Brasil Holandês.

        No dia 28 de março de 2017, a Escola EREM Martins Júnior localizada no bairro da Torre, possibilitou aos estudantes uma visita à exposição sobre as obras de Frans Post e o Brasil Holandês no Instituto Ricardo Brennand. A exposição tem como objetivo mostrar ao público o conjunto de obras relativa ao Brasil Holandês, como por exemplo, tapeçarias, documentos, livros, objetos e moedas, além de 15 telas de Frans Post que constituem a coleção do instituto. As turmas escolhidas foram as dos segundos anos, que recebem o apoio dos bolsistas do programa, no qual são desenvolvidos projetos que viabilizem à facilitação do ensino de História em sala de aula. Um aspecto importante, é mostrar aos estudantes que ir a museus e exposições não é simplesmente um ato "ilustrativo" do conteúdo dado em sala de aula. Museus são locais com grande potencial educativo, onde é possível ter contato com obras de arte originais, além de uma verdadeira noção do que é patrimônio histórico e cultural. Dessa forma, desenvolver atividades extraclasse são importantes pois a saída da escola é uma quebra da rotina e a partir disso o aprendizado do estudante é potencializado e mais proveitoso. A escolha de ir à essa exposição, em boa parte deve-se a ligação com o plano de aula bimestral elaborado pelos bolsistas e que foi aplicado nas turmas dos segundos anos, cujo tema é o ”Recife Holandês: Governo Nassau e o processo urbanístico", assim sendo foi um suporte ao conteúdo exposto aos aprendizes.


Estudantes do 2º ano do ensino médio da Escola EREM Martins Júnior 

Equipe de apoio: Professora de História da escola e os bolsistas do PIBID

Os estudantes na sala audiovisual do Instituto Ricardo Brennand

Contamos também com o apoio de um ex-aluno da escola para ajudar na exposição dialogada com os estudantes no espaço.

Aula sobre urbanização no Recife Holandês na EREM Martins Júnior

Nos dias 03,05 e 06 de abril de 2017, nosso programa executou aulas nas turmas de segundos anos da EREM Martins Júnior intitulado:  "Recife Holandês: Governo Nassau e o processo urbanístico", o planejamento pedagógico trouxe aproximações com o tempo presente, reflexões sobre história local e noções de espaço urbano. A aula iniciou com uma ciranda, conduzida pelos nossos bolsistas, com a música do cantor pernambucano Lenine - "Minha Cidade, Menina dos Olhos do Mar", esta motivação iniciau introduziu os estudantes na proposta da aula, em seguida, foi recitado e discutido o poema "Evocação do Recife" de Manuel Bandeira" com os estudantes, tal discussão deu-se de maneira bastante afetiva, visto que os estudantes colocaram as memórias de suas infâncias. Após, a análise e discussão do poema, realizamos um jogo com imagens de construções holandesas no Recife, ao final da explanação e discussão, levamos os estudantes para o pátio da escola, onde há uma pintura, realizada por eles mesmos, que retrata as modificações urbanísticas do bairro da Torre, para um momento avaliativo da aula.













quinta-feira, 20 de abril de 2017

Plano de Aula: Quem tem medo do Inferno?

Equipe: Oswaldo Lima Filho
Integrantes: Bruna Alencar, Hélder Freitas, Leonardo Henrique, Philipe Paulino, Rayssa Nascimento.
Turmas: 7º ano do Ensino Fundamental
Título: Quem tem medo do Inferno?
Tema da aula: Renascimento
Tempo: 100 minutos.

Objetivos específicos:
Identificar e caracterizar a construção da morte no mito grego e na concepção católica no Baixo medievo e Renascimento; 
Comparar a ideia de Inferno abordado na obra de Dante Alighieri propondo o paralelo entre o as concepções de inferno no período grego clássico, mundo medieval católico e a visão atual dos alunos;


Conteúdos:
Revisão das principais ideais renascentistas;
Concepção de morte no fim da Idade Média e no início da Moderna;
A divina comedia de Dante: Inferno.


Metodologia:
1- Iniciaremos a aula com o professor caracterizado de Diabo perguntando aos alunos “Quem tem medo do Inferno?”. 10 minutos.
2- Logo depois anotar as respostas dos alunos no quadro e começar a trabalhar dialogando com eles quem inventou o inferno nessa hora o professor irá explorar algumas construções de inferno ao longo da História. 15 minutos.
3- Iremos apresentar Dante o autor de Divina Comédia, falar sobre a vida dele, falar da cidade que ele veio mostra o mapa da Itália para localizar os alunos na região que Dante vivia, falar um pouco sobre o contexto da época que ele estava inserido, o que teria o levado a escrever a obra a questão do exílio que seria a motivação política, a motivação “sentimental” seria a saudade da amada Beatriz, a “raiva” do Papa Bonifácio VIII. 20 minutos.
4- Apresentar o inferno de Dante falando dos círculos do pecado que compõe cada circulo, explicando para os alunos que cada pecado tem um lugar diferente no Inferno que Dante descreve. 15 minutos. 


Avaliação:
Fazer uma comparação escrita do inferno de Dante com inferno que cada aluno imagina, será feita individualmente com no mínimo 15 linhas.


Bibliografia:
ALIGHIERI, Dante – A Divina Comédia- Inferno, Atena Editora, São Paulo, 2003.
ANDRADE, Solange Ramos de.; COSTA, Daniel Lula – O Inferno de Dante e a simbologia do Sétimo Círculo. Revista Mirabilia, Maringá (PR). 2011.
BRITO, Emanuel França de. – As faces da Gula no Inferno da Divina Comédia. Curitiba, 2005.
SCHMITT, Jean-Claude. Os vivos e os mortos na sociedade medieval; tradução Maria Lucia Machado - São Paulo: Companhia das Letras, 1999.

terça-feira, 18 de abril de 2017

Equipe EREM Porto Digital atenta para o protagonismo juvenil dentro do processo de aprendizagem

O Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (Pibid) tem transformado o cotidiano escolar dos alunos da Escola de Referência em Ensino Médio Porto Digital. Sob a orientação do Prof. Me. José Alexandre da Silva, cinco bolsistas ao todo vêm desempenhando atividades relacionadas à História em paralelo com o plano curricular do Ensino Médio proposto pelo Governo do Estado de Pernambuco através dos PCN's. Como medida que viabilize as atividades e demandas vinculadas aos próprios discentes, as turmas de segundo ano obtém prioridade para as tarefas que envolvam os bolsistas pibidianos, visto que possuem uma carga horária mais flexível e tempo curricular mais amplo dentro da normatividade da escola.

Atividades que envolvam o lúdico bem como a utilização dos recursos digitais têm sido exploradas.

Indubitavelmente, o sucesso para tal empreitada é o desenvolvimento da consciência dos estudantes para o que vem a ser o progonismo juvenil dentro do processo de aprendizagem, o que permite uma maior flexibilização das práticas de docência que passam a ser aceitas amplamente pelos alunos que veem assuntos históricos mais próximos de suas realidades.  Parece de comum acordo entre os que compõem o Porto Digital, que o grande desafio da educação nos dias de hoje reside na questão dos valores, ou seja, na capacidade de as gerações adultas possibilitarem aos jovens identificar, incorporar e realizar os valores positivos construídos ao longo da evolução da história humana. A educação está, portanto, desafiada a encarar e vencer esses novos desafios. Eles já não podem mais reduzir-sem apenas à transmissão de conhecimentos, habilidades e destrezas. Mais do que nunca - como diz Paulo Freire - é preciso que a pedagogia seja entendida como a teoria que implique os fins e os meios da ação educativa. Dessa forma, a atuação dos bolsistas tem possibilitado uma visão mais próximo aos níveis de personalidades dos alunos que, assistidos mais de perto, tendem a assimilar os conteúdos de forma mais ampla e didática.

"Porto Digital no túnel do tempo: resgatando a essência do protagonismo" tem sido um lema a ser praticado dentro das práticas pedagógicas na EREM Porto Digital.

Dentre as atividades desenvolvidas dos bolsistas para com os alunos, além da presença em sala de aula, o reforço escolar e a produção de material didático tem ganhado destaque neste primeiro semestre. De forma unânime, junto ao professor José Alexandre, os pibidianos acreditam que desenvolvendo a compreensão do outro e a percepção das interdependências - realizar projetos comuns - tem potencializado a relação com os alunos, e não somente para adquirir uma qualificação profissional, mas, duma maneira mais ampla, competências que tornem a pessoa apta a enfrentar numerosas situações e trabalhar em equipe. Mas também, aprender a fazer, no âmbito das diversas experiências sociais ou de trabalho que se oferecem aos adolescentes e jovens, quer espontaneamente, fruto do contexto local ou nacional, quer formalmente, graças ao desenvolvimento do ensino alternado com o trabalho.


A sala de aula tem sido, cada vez mais, um espaço de aprendizagem que agrega a aluno aos conteúdos de História.

Por fim,  fica muito evidente para os bolsistas que atuam na EREM Porto Digital que participação dos alunos se torna genuína quando se desenvolve num ambiente democrático. A participação sem democracia é manipulação e, em vez de contribuir para o desenvolvimento pessoal e social do jovem, pode prejudicar a sua formação. Principalmente, quando se tem o propósito de formar o jovem autônomo, solidário e competente.