terça-feira, 19 de dezembro de 2017

Aula sobre o conflito árabe-israelense na Escola de Referência de Ensino Médio de Paulista

     No dia 23 de novembro de 2017 (quinta-feira), o Pibid da EREM Martins Júnior desenvolveu nas turmas do terceiro ano da Escola de Referência de Ensino Médio de Paulista seu projeto bimestral que de uma forma geral compreendeu-se em levar para outra escola de referência uma experiência já vivenciada pelos estudantes da escola de origem dos bolsistas, sobre a temática árabe-israelense, com ênfase no  conflito entre Israel e Palestina, compreendendo-o como uma guerra gerada estrategicamente, desde a desfragmentação do Império Turco-Otomano no início do século XX, passando pela formação do Estado de Israel na Palestina em 1947 e até os dias atuais. A aula contou com o apoio das  mídias digitais na sala de aula, utilizando uma tecnologia nova através do aparelho portátil, estamos nos referindo ao aplicativo QR CODE, um leitor de códigos que podem ser afixados em qualquer lugar. Além disso, houve o replanejamento do muro representando a realidade existente na Cisjordânia que divide os povos árabes dos judeus, e respectivamente fazendo com que a turma compreende-se esse cenário. Dessa forma, a aula ganhou forma e o conteúdo foi construído através do debate, ao final, foi solicitado que os estudantes, em equipes, produzissem manchetes de jornal acerca do conteúdo exposto.

Replanejamento do muro para a aula na EREM de Paulista (ISRAEL)

Replanejamento do muro para a aula na EREM de Paulista (PALESTINA)  


Bolsista do PIBID em explicação prévia acerca do conflito árabe-israelense

Utilização do QR Code na aula sobre o conflito árabe-israelense 

Estudantes do 3º da EREM Paulista produzindo a manchete de jornal proposto pelos bolsistas do PIBID







EREM Martins Júnior apresenta trabalho no I Seminário Estadual do PIBID 2017

         Nos dias 16 e 17 de novembro de 2017, na Fafire e na Unicap realizou-se com grande sucesso o I Seminário Estadual do PIBID e Diversidade do Estado de Pernambuco que configurou-se em um espaço de reflexão e problematização da formação e da prática docente. Desta forma, os bolsistas da EREM Martins Júnior apresentaram na sessão de comunicação oral do evento os resultados alcançados ao longo do ano letivo de 2017. Os especialistas que debateram conosco possuem uma vasta experiência na docência e uma militância efetiva e afetiva com o Programa de Iniciação à Docência. Diante disso, o espaço de socialização das experiências vivenciadas nas escolas públicas estaduais e municipais, sob a coordenação e a supervisão dos professores das escolas, é de suma importância no eixo de compartilhamento, com a comunidade acadêmica, explicitando o que vem sendo vivenciado no cotidiano escolar e as trocas de experiências na construção coletiva de novos saberes.

Bolsistas da EREM Martins Júnior com a Supervisora de História
Bolsista Mariana Nascimento e a Supervisora Adriana Maia apresentando um dos trabalhos do ano letivo desenvolvido pela equipe do PIBID na EREM Martins Júnior 

Bolsistas Rosely Bezerra e Nathani Neves apresentando um dos trabalhos do ano letivo desenvolvido pela equipe do PIBID na EREM Martins Júnior 






EREM Martins Júnior apresenta trabalho na EXPOPIBID UFPE 2017

Na manhã do dia 14 de dezembro os bolsistas da EREM Martins Júnior apresentaram na exposição de pôsteres do evento os resultados alcançados no segundo semestre de 2017. O trabalho apresentado foi sobre a utilização de QR Codes no ensino de História, que foi a metodologia utilizada para aula sobre o conflito árabe-israelense naquela instituição. A socialização de experiências pedagógicas é fundamental para a processo de formação de professores, mais uma vez o PIBID UFPE vem fomentar esta troca entre os bolsistas, professores supervisores e professores universitários, estreitando assim os laços entre universidade e comunidade escolar.

Apresentação do trabalho pelo bolsista Luis Felipe Durval

Bolsistas do PIBID da EREM Martins Júnior: Mariana Nascimento, Nathani Neves, Rosely Bezerra, Lucas Melo e Luis Felipe Durval e a professora Dr.ª Adriana Paulo da Silva.

EREM Martins Júnior visita exposição no Museu do Estado de Pernambuco

Nos dias 22 e 23 de novembro as turmas “A” e “B” do segundo ano da EREM Martins Júnior num trabalho conjunto do PIBID de História da escola com o professor de Geografia, Gustavo Soares, realizou uma visita ao Museu do Estado de Pernambuco para apresentar a exposição “Frida e Diego: um sorriso no final do caminho”, que conta com uma série do fotos da vida privada do casal mexicano que foram uma referência para a pintura na América Latina no século XX. Além desta exposição os estudantes também visitaram a exposição permanente do Museu que trata da Casa Grande do Brasil Colonial e Imperial, a visita foi mediada nos dois dias pelos monitores do Museu do Estado.

Monitora do Museu do Estado de Pernambuco, Professor Gustavo Soares (Geografia) e Estudantes do 2º "B" da EREM Martins Júnior

Ana Maia (professora supervisora) e Luis Felipe Durval (bolsista)

Lucas Melo e Luis Felipe Durval (bolsistas) e Carlos Henrique (estudante do 2º ano "B")

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

"Ancestralidade e Resistência" na Semana da Consciência Negra da EREM Trajano de Mendonça

                               

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Nesta última terça-feira (21 de novembro), a Equipe da EREM Trajano de Mendonça do PIBID-HISTÓRIA-UFPE fez uma intervenção na Semana da Consciência Negra, organizada pela própria Escola. Durante os cinco dias de atividades, houve espaços de declamação de poesia, apresentação de peças teatrais - construídas e encenadas pelos próprios alunos(as) - e apresentações musicais. 

A intervenção proposta pelo PIBID teve como eixo temático "Ancestralidade e Resistência". O objetivo do trabalho era o debate em torno da memória, o protagonismo de negros e negras em suas mais diversas ocupações e espaços de luta, proporcionando, assim, um espaço para se pensar em referenciais negros(as) no passado e no presente.

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Intervenção "Ancestralidade e Resistência" - 2º Ano A

Duas semanas antes da data citada anteriormente, elaboramos um questionário com 6 perguntas (por exemplo: Quem é você? Qual sua identidade racial? Você consegue apontar alguns traços culturais, comportamentais ou físico que herdou de, ao menos, duas pessoas de sua família? Você já sofreu racismo ou presenciou um ato racista? Como você se sentiu?).

A ficha de perguntas, além de fazer uma avaliação inicial dos nossos alunos(as) dos 2º anos A e B, serviu também como uma motivação inicial: no papel, um tópico solicitava que eles(as) levassem, no dia da atividade, um objeto simbólico (algo que tivesse uma história significativa para eles, ou que lembrasse de alguém, etc). A intenção do grupo era promover, através do eixo pessoal e familiar, no primeiro momento, discussões sobre a memória e a relação com a família, ou com pessoas que representassem ou fossem inspiração para eles.


Segundo Maria Deíse Cardoso (UESPI) e Lucélia  Almeida (UESPI), no artigo "Verso e Conversa: Elos de Memória na Poesia de Solano Trindade", "Os primeiros laços da memória coletiva são criados dentro da família, que é o primeiro grupo, independentemente de sua configuração, (...) que revelam o lado social a qual o ser humano sempre fará parte.". 

Perguntamos quais as dificuldades deles em torno do questionário e, em ambas as salas, uma quantidade significativa afirmou que ainda não conseguem definir sua identidade racial ou se diz "pardo" porque terceiros legitimam ou deslegitimam quando eles se autodeclaram negros(as). 

Através da "Caixa das Memórias", o debate em torno dos objetos e das histórias contadas por eles sobre suas vidas, viabilizando também a reflexão sobre a importância da memória e como ela pode estar relacionada à construção da identidade. Dessa forma, trazendo do plano individual para o coletivo, introduzimos sobre a temática negra.

Questionamos os alunos e alunas se eles achavam que os negros e negras criaram uma memória e qual memória eles tinham desses agentes sociais. Entre respostas de "escravidão", "resistência", "luta", muitos deles(as) apontaram como o passado histórico desse grupo era importante para também lutar nos dias de hoje, pontuando diversas situações de racismo que presenciaram ou passaram. 

Com isso, introduzimos a questão da "Ancestralidade", usando como referência a Profª Drª Isabel Guillen, no artigo "Ancestralidade e oralidade nos movimentos negros de Pernambuco", onde a pesquisadora aponta sobre como personagens históricos do passado (ancestrais) tem grande força na atualidade, de forma que estes dão "ânimo à luta" e tornam-se referências para as dificuldades do cotidiano. Ou seja, as pessoas ancestrais estão relacionadas a pessoas a se espelhar, pessoas que são referência para combater o racismo.

Sendo assim, levamos uma série de personagens da História que resistiram e são pessoas, ainda que muitas não conhecidas por eles, tiveram uma contribuição muito importante na luta pelas direitos civis dos negros e negras, na luta contra a opressão e contra a diferença racial. Nomes como Ângela Davis (Panteras Negras), Zumbi dos Palmares (Líder Quilombola), Solano Trindade (Poeta Pernambucano), Martin Luther King (Líder Político), Dona Santa (Grande nome do Maracatu Pernambucano), entre outros grandes nomes da História.  

Um vídeo (disponibilizado pela página do Facebook "Quebrando o Tabu") de um discurso de Martin Luther King, com imagens da atualidade, foi utilizado em sala de aula, para inspirá-los.






Em seguida, propomos a reflexão: "Porque falamos dos negros de maneira tão distante? Qual a nossa dificuldade em nos reconhecermos parte desse grupo, de nos autodeclararmos negros?". A partir desse momento, debatemos o "Mito da Democracia Racial no Brasil" e dentro das próprias falas dos alunos(as) isso era colocado como ponto de uma crise de identidade racial e o questionamento: somos uma miscigenação, mas, porque ainda existe racismo no Brasil?

Levamos, então, inúmeras pessoas que estão resistindo atualmente no Brasil, com seus discursos, posicionamentos ou, simplesmente, por ocupar cargos onde, até então, eram invisibilizados(as), como Lázaro Ramos (Ator), Taís Araújo (Atriz), Liniker (Cantora trans), Djamila Ribeiro (Filosofa), Elza Soares (Cantora), Rafaela Silva (Judoca - Medalha Olímpica no Rio 2016), entre outros(as).

Nossa avaliação foi uma atividade chamada "Árvore da Negritude", fazendo referência à árvore genealógica com a temática negra. Nesta árvore, os alunos(as) deveriam desenhá-la e escrever o nome de pessoas negras que são referência para elas e apontar uma característica dessa pessoa que fosse inspiradora ou que a motivasse de alguma forma, podendo ser desde pessoas da família, até mesmo professores(as), colegas de sala ou grandes nomes famosos da História. 

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                                      Realização da atividade "Árvore da Negritude" - 2º A


"Árvore da Negritude" - 2º ano B


"Árvore da Negritude" - 2º Ano B


Se, a consciência está relacionada com a expansão da mente, que a Consciência Negra seja para recontarmos a História, repensarmos em nossos privilégios, "enegrecermos" e lutarmos por uma realidade diferente, mais justa. Como disse Martin Luther King: "que de cada encosta, a liberdade ressoe."

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

CARDOSO, Maria Daíse de Oliveira. ALMEIDA, Lucélia de Souza. Verso e Conversa: elos de memória na poesia de Solano Trindade. Encontro de História Oral. 2014 (Disponível em: http://www.encontro2014.historiaoral.org.br/resources/anais/8/1398876228_ARQUIVO_Versoeconversapublicar.pdf)
GUILLEN, Isabel Cristina Martins. "Ancestralidade e oralidade nos movimentos negros de Pernambuco". 2013. XXVII Simpósio Nacional de História.
(Disponível em: http://www.snh2013.anpuh.org/resources/anais/27/1364666404_ARQUIVO_Ancestralidadeeoralidadeanpuh.pdf)



terça-feira, 14 de novembro de 2017

Equipe EREM Porto Digital desenvolve jogo de tabuleiro sobre os mongóis

Quando você pensa em uma sala de aula, o que vem à sua mente? Um quadro de giz, cadeiras e mesas, lápis de cor, papel, tesoura, notas e livros?  E os jogos e brincadeiras? Muitas pessoas costumam relegá-los ao horário do intervalo, já que brincar é uma atividade considerada apenas como uma forma de diversão. Também por este motivo, jogos são frequentemente ignorados pelas instituições escolares e educadores.  Contudo, com as novas questões propostas à educação do século XXI, este cenário tende a mudar. Isto porque, cada vez mais, professores e escolas percebem a importância do aspecto lúdico para o desenvolvimento emocional e cognitivo da criança. Partindo da oficina sobre jogos que reuniu todos os professores supervisores e bolsistas do PIBID de História da UFPE, ministrada pelo professor Lucas Silva da UFRPE, e compreendo a importância do lúdico na aprendizagem, a equipe do Porto Digital desenvolveu o Dinamimica, um jogo de tabuleiro com a finalidade de potencializar os conhecimentos sobre a Mongólia. 


Alunos do 1° ano B se divertem ao mesmo tempo que aprendem.

O Dinamimica consiste num jogo de tabuleiro similar ao já popular "Imagem e Ação". A finalidade do jogo é que os alunos se dividam em grupos, no máximo de 5 (cinco), e que a partir do tipo de carta retirada. "Ação", "Objeto" ou "Mix" possa fazer uma mimica relacionada à Mongólia para que os amigos possam adivinhar. Aplicado nas turmas do 1° ano A e B, a atividade foi um sucesso. Conforme depoimento de alguns alunos, a importância da atividade residiu na aproximação de um conteúdo distante da realidade vista hoje no Ensino Médio (a Mongólia) e uma atividade que eles já vivenciam em outros momentos (o ato da mimica). Sendo o professor responsável da instituição de ensino, o professor José Alexandre da Silva, junto aos bolsistas, elaboraram a confecção do material: tabuleiro em banner, ampulheta em madeira e as cartas. A equipe de bolsistas (Felipe Fernandes, Márjorie Maria, Jeani Gomes, Larissa Carvalho e Mariana Nogueira) observou que a sociedade possui uma grande diversidade de formas e meios de comunicação, e para se destacar, é importante que o indivíduo tenha a competência da leitura e da compreensão de diferentes linguagens. Expressões corporais e verbais são bem consideradas em nosso convívio social. Contudo, nas atividades escolares, é comum que as crianças se concentrem somente no aprendizado sobre a leitura e a escrita. 
Um dos maiores desafios do dia a dia do professor é transformar a aprendizagem numa tarefa lúdica, especialmente entre os jovens. Para isso, não é preciso apenas muita criatividade e jogo de cintura para lidar com a carga energética dos alunos, mas também instrumentos que atendam as necessidades pedagógicas dos alunos e atraiam o interesse deles. Jogos e brincadeiras são perfeitos para isso. 
Dinamimica atraiu a atenção dos alunos recém-ingressos no Porto Digital.

Além de serem muito divertidos, estes jogos auxiliam no aprendizado, fornecendo diretrizes sobre o respeito às regras, estratégia e controle o tempo, proporcionando ao jovem o desafio de superar a si mesma e de trabalhar em equipe. Como instrumento de aprendizagem, os jogos ajudam no desenvolvimento do aluno sob as perspectivas criativa, afetiva, histórica, social e cultural. Jogando, o jovem inventa, descobre, desenvolve habilidades e experimenta novos pontos de vista. Tanto as potencialidades quanto as afetividades do aluno são harmonizadas no desenvolvimento das habilidades sociais e cognitivas.

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

EREM Martins Júnior realiza Festival Árabe


     No dia 5 de outubro o PIBID de História em parceria com o PIBID de Biologia, juntamente com os profissionais da escola coordenados pela professora supervisora Adriana Maia realizaram um Festival Árabe, com o intuito de mostrar uma nova perspectiva do Oriente Médio diferente do que é perpassado nos noticiários que apresenta de maneira generalizada a questão do terrorismo e do fundamentalismo religioso. O evento se deu através da realização de oficinas para fomentar o interesse pela cultura árabe, sendo elas: 
  • Oficina de Culinária Árabe ministrada pelo PIBID de Biologia e a professora Silvana Miranda:
  • Equipe de professores que colaboraram para a realização do Festival Árabe
    Equipe do PIBID de Biologia e a professora Silvana Miranda
    A culinária Árabe 
      Estudantes do 2º B na palestra sobre a culinária Árabe 
  • Oficina de Literatura Árabe coordenada pela bibliotecária Mariluce Oliveira
Painel de exposição sobre o conto árabe

Estudantes dos 1º anos reunidos na oficina de literatura 

Equipe do PIBID de História e a supervisora Adriana Maia 

  • Oficina de Azulejos coordenada pela professora Maria Mendes 
Fachada da oficina de Azulejos

Estudante do 2º C na elaboração de um azulejo arabesco 

Produto da oficina de Azulejos no Festival Árabe

    A professora Maria Mendes contou com
a ajuda de estudantes do 2º C como monitores na oficina

Estudantes dos 2º anos na produção de azulejos arabescos

  • Oficina de Mídias Digitais com o PIBID de História e a professora Adriana Maia
A professora Adriana Maia e os estudantes do 1º B em uma conversa
              sobre a importância da realização do festival árabe

PIBID de História e os estudantes do 3º ano A e B
em uma conversa sobre o conflito árabe-israelense

Exibição de vídeos acerca da temática proposta pelo festival
Oficina de QR CODES oferecida aos estudantes do 3º A e B
para melhor entendimento do conflito árabe-israelense
                                          
Oficina de QR CODES oferecida aos estudantes do 3º A e B
para melhor entendimento do conflito árabe-israelense

   Durante a culminância do evento os estudantes apresentaram uma peça teatral para toda comunidade escolar e em seguida o Cine Inovação apresentou vídeos acerca da temática do Oriente Médio. Este evento conseguiu mobilizar todos os estudantes da escola e teve sua origem do projeto bimestral do PIBID de História da escola que tratou dos conflitos árabes-israelenses nas turmas do 2º anos.