domingo, 30 de abril de 2017

Alunos da EREM Porto Digital e o Absolutismo monárquico: as relações de poder ontem e hoje

Os alunos dos 2º A, B e D da EREM Porto Digital participaram de uma aula construtivista ao longo do mês de Abril. Como pauta dos que compõem o PIBID na escola está a necessidade efetiva de trazer os estudos históricos e relacioná-los com o seu cotidiano, seja no espaço educacional, na família ou entre amigos. A proposta pedagógica foi para que os alunos pudessem assimilar o conteúdo de Absolutismo monárquico presente nos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN's), compreendendo a historicidade na Idade Moderna e que, a partir disso, pudessem relacionar as relações de poder presentes tanto no passado como nos dias atuais. Segundo Paulo Freire, não se pode encarar a educação a não ser como um que-fazer humano. Que fazer, portanto, que ocorre no tempo e no espaço, entre os homens, uns com os outros. Disso resulta que a consideração acerca da educação como um fenômeno humano nos envia a uma análise, ainda que sumária, do homem e suas relações e vínculos de sociabilidades.Dentro do processo de construção da aprendizagem, os bolsistas do PIBID (Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência) trouxeram à sala de aula, para fomentar o interesse dos alunos, música, texto na modalidade de conto e utilizaram os recursos digitais para promover um percurso educacional que se propusesse interessante para os estudantes. 

Alunas lendo o conto proposto no qual evidenciava um projeto futurístico da sociedade onde as mulheres dominavam o mundo: uma breve discussão sobre relações de gênero.

Discussões como gênero, mundo do trabalho e a predominância do homem sobre a natureza foram guiados estabelecendo sempre um olhar para o passado e percebendo que a História se guia sobre rupturas e permanências, mais estas que aquelas. A princípio, como motivação inicial, foi mostrada em forma de vídeo/animação para os estudantes a música "Do the evolution" da banda Pearl Jam na qual se retrata de forma muito verossímil o processo de todos contra todos, assimilado na falta de um contrato social, daí o objetivo central é perceber, juntamente com os participantes da aula, os dois lados das relações de poder: ao passo que sustentam o processo civilizacional, também expõe dominações. O objetivo do plano foi fazer com que os alunos percebessem a transitoriedade da manifestação de relações de poder, utilizando o conteúdo da Idade Moderna, Absolutismo Monárquico, para perceber as formas de subordinação e de dominação. Os recursos utilizados para auxílio da análise por parte dos alunos foram: audiovisuais e textos literários (conto e tirinha). Após esse período de sensibilização dos alunos sobre o tema, fez-se a explicação oral, com auxílio de Datashow das formas utilizadas na Idade Moderna para Legitimação da centralização do poder real., e como atualmente esses indivíduos influenciam a organização do Estado.

Bolsistas Jeani Gomes e Mariana Nogueira realizando a aplicação na turma 2°D.

A utilização da tirinha e do conto foram os recursos literários utilizados na aplicação do Plano de aula, pois ambos possuíam um teor satírico e reflexivo sobre a subordinação e dominação humana. Além disso, pôde-se obter novas formas de visualizar as relações humanas, onde ainda estão presentes a desigualdade, o desrespeito e controle por parte dos indivíduos no dia a dia dos alunos. Um abordagem que resultou em bastante participação dos alunos fora a de gênero, uma vez que mesmo nos espaços de trabalho atualmente, as mulheres ainda recebem salários inferiores aos dos homens e isto resultou em debate para com os alunos.

Estudantes atentos ao desenrolar da proposta pedagógica.


O empoderamento feminino negro enquanto proposta pedagógica na EREM Trajano de Mendonça

Na Semana da Mulher, realizada anualmente na EREM - Trajano de Mendonça, nosso grupo do PIBID-UFPE foi convidado para compor a programação do evento. Ao nos reunirmos, optamos trabalhar com os(as) alunos(as) o tema “Empoderamento Feminino Negro”. Com essa temática, tivemos como objetivo levar um dos conceitos de empoderamento, discutir as correntes feministas, a partir de uma perspectiva histórica, assim como o racismo, classe, gênero e apropriação cultural.
Aplicamos o plano de aula em duas turmas. Assim que chegamos na sala, pedimos para que todos(as) fizessem um grande círculo. Após se acomodarem, solicitamos que eles anotassem em um papel alguns adjetivos, palavras, sensações que eles(as) tinham e que guardassem aquele papel para o final da aula.
Para isso, dar continuidade a aula, utilizamos a música “Mulheres Negras” da rapper feminista, Yzalú, que funcionou como motivação inicial da aula e também nos serviu como plano de fundo para que os(as) alunos(as), através da letra da canção, começassem a ser provocados com as diversas temáticas abordadas pela cantora.

Alunos participando da atividade proposta pelos bolsistas.

Na primeira aplicação do plano de aula, após os(as) alunos(as) receberem a canção impressa, pedimos que todos(as) acompanhassem a música que ia tocar, em leitura, e que eles(as) grifassem as partes que lhes chamaram mais atenção e que também poderiam fazer anotações, indagações, contextualizações. Nessa atividade, foram identificados por eles(as): diferença de classe, a temática da escravidão, questionaram a publicidade em torno das mulheres negras, assim como seus papéis nas novelas e também cargos importantes que elas estavam invisibilizadas como médica, donas de uma empresa.
Ao perguntarmos sobre o que eles(as) achavam que significava “empoderamento”, foi possível perceber que eles, no primeiro momento, identificaram o empoderamento da mulher como se esta estivesse acima do outro gênero, ou seja, acima do homem ou também como alguém que estava “tomando poder” ou “detendo poder nas mãos”. Entretanto, ao conceituarmos o termo como: “Empoderar-se é reconhecer-se enquanto sujeito social, político, autor de sua própria história e capaz por lutar por seus direitos, que não são só seus, mas também de um grupo”, eles começaram a mencionar outras questões como a não submissão no relacionamento, no momento em que um dos colegas de classe mencionou que não deixaria uma namorada sair sozinha, e também com a estética negra, relacionando às mulheres negras deixarem o cabelo natural (cacheado, crespo) como uma forma de se empoderar.

Alunos foram convidados à autorreflexão sobre o papel da mulher negra no cotidiano.

Apresentamos a temática do movimento de mulheres, a partir da menção da construção do movimento feminista no século XX, que começou a surgir num contexto essencialmente branco e de classe média. Contudo, foi-se compreendendo, com o tempo, que as mulheres negras não lutam “apenas” contra o machismo e a misoginia, mas também contra a distinção de classe e o racismo. Dentro de um debate mais contemporâneo, utilizamos como exemplo a Marcha das Vadias, que é um movimento muito criticado por mulheres negras. Tanto que, para essa afirmação, recorremos a uma carta aberta escrita por uma mulher negra, publicada no site “Black Women’s Blueprint”, que foi traduzida em português. Podemos dar destaque a esse trecho, que foi o ponto principal tocado na sala de aula, para apontarmos a crítica:
“Como Mulheres Negras, não temos o privilégio ou o espaço de nos chamarmos de “Vadia” sem validar a ideologia historicamente intrincada e recorrente de quem é a Mulher Negra. Nós não temos o privilégio de brincar com representações destrutivas que foram marcadas no nosso imaginário coletivo, nos nossos corpos e nossas almas por gerações. Apesar de compreendermos o ímpeto válido por trás do uso da palavra 'vadia’ como linguagem usada para enquadrar e representar um movimento anti-estupro, estamos gravemente preocupadas. Para nós, a trivialização do estupro e a ausência de justiça são cruelmente ligadas à narrativas de vigilância sexual, acesso legal e disponibilidade da nossa humanidade. É ligado a ideologia institucionalizada de nossos corpos como objetos sexuais da propriedade de outra pessoa, espetáculos de sexualidade e desejo sexual. É ligado às noções de nosso corpos, com roupas ou sem roupas, serem impossíveis de serem estuprados, seja na plataforma de leilão (nota: local onde se colocavam escravos à venda), nos campos ou na tela da televisão. A percepção, e a larga aceitação de especulações sobre o que a Mulher Negra quer, o que ela precisa e o que ela merece, há muito tempo ultrapassou as barreiras de somente como ela se veste.
"Semana da mulher" se tornou tradição na EREM Trajano de Mendonça e alunos aderem maciçamente à causa.

Com esse debate, também foi possível adentrar no tema sobre hiperssexualição do corpo feminino negro e também de como as mulheres negras são retratadas na mídia de maneira pejorativa. Os(as) alunos(as), como forma de trazer a exceção para sala de aula, mencionaram o programa televisivo da Globo, “Mister Brau”, e foi sentido, em algumas falas, que a própria mídia usava isso, assim como colocar mulheres negras em comerciais de televisão ou fazer produtos para cabelos crespos como uma maneira de faturar mais, como se essas mulheres “estivessem na moda”. Já outros(as) alunos(as), colocaram que isso é uma forma de se está dando mais oportunidades para as mulheres negras, diminuindo o fator do racismo.
A partir desse momento, começamos a discutir um pouco sobre “apropriação cultural”. Utilizamos como exemplo a Loja Farm, que fez uma coleção de roupas associadas ao mar, e colocou uma modelo branca para tirar uma foto com simbologia referente à Iemanjá. Provocamo-los (as) para refletirem se fosse uma mulher negra naquela foto: “o que associariam se fosse uma mulher negra com referência à Iemanjá?”. Logo os (as) alunos (as) mencionaram que isso seria algo depreciativo, pois associariam a “macumba”, apontando a questão da “intolerância religiosa”.
Como se foi dito, pedimos para que os (as) alunos (as) escrevessem num papel algumas associações que lhes vinham na mente quando escutassem “mulheres negras”. O objetivo era que no final da aula, eles escrevessem novamente o que eles achavam que podiam associar a essas mulheres e também que escrevessem cartazes com os assuntos abordados na sala de aula, ou seja, em torno da temática.
Percebemos que a música “Mulheres Negras” tinha um potencial ainda maior do que pensávamos para aula, no primeiro instante, e passamos a discutir, na segunda turma, através da música. Os trechos iam sendo mencionados pelos (as) alunos (as) e, a partir disso, começamos a discutir com ele sobre os temas que foram pensados por nós previamente. Constatamos também que, dessa forma, o debate ficou mais fluido e os(as) alunos(as) participaram de maneira mais efetiva e também que conseguimos nos ater mais ao tempo.

sábado, 22 de abril de 2017

Palestra sobre a Revolução Pernambucana de 1817 - EREM Martins Júnior

O Pibid de História da EREM Martins Júnior participou de uma palestra no dia 10 de abril com o professor da rede estadual Ederval Trajano, que esta fazendo uma rodada de palestra para discutir a Revolução Pernambucana de 1817, na ocasião o educador discutiu com os estudantes da escola a importância do movimento para o Brasil, além de apresentar sua experiência no ensino da história e produção de filmes, para trabalhar o movimento ele organizou e produziu junto com seus educandos um curta metragem sobre a "Noiva da Revolução", a obra literária trata de um romance entre uma portuguesa e um comerciante brasileiro, em sua fala o professor destacou: "Filme em sala de aula é muito bom, produção de filmes na sala de aula é muito melhor para aprendizagem dos estudantes."



Palestrante: Professor Ederval Trajano

 Professora Supervisora: Adriana Maia

 Painel com notícias de jornais semanais sobre a Revolução de 1817

sexta-feira, 21 de abril de 2017

Visita dos estudantes da escola EREM Martins Júnior ao Instituto Ricardo Brennand e à exposição sobre as obras de Frans Post e o Brasil Holandês.

        No dia 28 de março de 2017, a Escola EREM Martins Júnior localizada no bairro da Torre, possibilitou aos estudantes uma visita à exposição sobre as obras de Frans Post e o Brasil Holandês no Instituto Ricardo Brennand. A exposição tem como objetivo mostrar ao público o conjunto de obras relativa ao Brasil Holandês, como por exemplo, tapeçarias, documentos, livros, objetos e moedas, além de 15 telas de Frans Post que constituem a coleção do instituto. As turmas escolhidas foram as dos segundos anos, que recebem o apoio dos bolsistas do programa, no qual são desenvolvidos projetos que viabilizem à facilitação do ensino de História em sala de aula. Um aspecto importante, é mostrar aos estudantes que ir a museus e exposições não é simplesmente um ato "ilustrativo" do conteúdo dado em sala de aula. Museus são locais com grande potencial educativo, onde é possível ter contato com obras de arte originais, além de uma verdadeira noção do que é patrimônio histórico e cultural. Dessa forma, desenvolver atividades extraclasse são importantes pois a saída da escola é uma quebra da rotina e a partir disso o aprendizado do estudante é potencializado e mais proveitoso. A escolha de ir à essa exposição, em boa parte deve-se a ligação com o plano de aula bimestral elaborado pelos bolsistas e que foi aplicado nas turmas dos segundos anos, cujo tema é o ”Recife Holandês: Governo Nassau e o processo urbanístico", assim sendo foi um suporte ao conteúdo exposto aos aprendizes.


Estudantes do 2º ano do ensino médio da Escola EREM Martins Júnior 

Equipe de apoio: Professora de História da escola e os bolsistas do PIBID

Os estudantes na sala audiovisual do Instituto Ricardo Brennand

Contamos também com o apoio de um ex-aluno da escola para ajudar na exposição dialogada com os estudantes no espaço.

Aula sobre urbanização no Recife Holandês na EREM Martins Júnior

Nos dias 03,05 e 06 de abril de 2017, nosso programa executou aulas nas turmas de segundos anos da EREM Martins Júnior intitulado:  "Recife Holandês: Governo Nassau e o processo urbanístico", o planejamento pedagógico trouxe aproximações com o tempo presente, reflexões sobre história local e noções de espaço urbano. A aula iniciou com uma ciranda, conduzida pelos nossos bolsistas, com a música do cantor pernambucano Lenine - "Minha Cidade, Menina dos Olhos do Mar", esta motivação iniciau introduziu os estudantes na proposta da aula, em seguida, foi recitado e discutido o poema "Evocação do Recife" de Manuel Bandeira" com os estudantes, tal discussão deu-se de maneira bastante afetiva, visto que os estudantes colocaram as memórias de suas infâncias. Após, a análise e discussão do poema, realizamos um jogo com imagens de construções holandesas no Recife, ao final da explanação e discussão, levamos os estudantes para o pátio da escola, onde há uma pintura, realizada por eles mesmos, que retrata as modificações urbanísticas do bairro da Torre, para um momento avaliativo da aula.













terça-feira, 18 de abril de 2017

Equipe EREM Porto Digital atenta para o protagonismo juvenil dentro do processo de aprendizagem

O Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (Pibid) tem transformado o cotidiano escolar dos alunos da Escola de Referência em Ensino Médio Porto Digital. Sob a orientação do Prof. Me. José Alexandre da Silva, cinco bolsistas ao todo vêm desempenhando atividades relacionadas à História em paralelo com o plano curricular do Ensino Médio proposto pelo Governo do Estado de Pernambuco através dos PCN's. Como medida que viabilize as atividades e demandas vinculadas aos próprios discentes, as turmas de segundo ano obtém prioridade para as tarefas que envolvam os bolsistas pibidianos, visto que possuem uma carga horária mais flexível e tempo curricular mais amplo dentro da normatividade da escola.

Atividades que envolvam o lúdico bem como a utilização dos recursos digitais têm sido exploradas.

Indubitavelmente, o sucesso para tal empreitada é o desenvolvimento da consciência dos estudantes para o que vem a ser o progonismo juvenil dentro do processo de aprendizagem, o que permite uma maior flexibilização das práticas de docência que passam a ser aceitas amplamente pelos alunos que veem assuntos históricos mais próximos de suas realidades.  Parece de comum acordo entre os que compõem o Porto Digital, que o grande desafio da educação nos dias de hoje reside na questão dos valores, ou seja, na capacidade de as gerações adultas possibilitarem aos jovens identificar, incorporar e realizar os valores positivos construídos ao longo da evolução da história humana. A educação está, portanto, desafiada a encarar e vencer esses novos desafios. Eles já não podem mais reduzir-sem apenas à transmissão de conhecimentos, habilidades e destrezas. Mais do que nunca - como diz Paulo Freire - é preciso que a pedagogia seja entendida como a teoria que implique os fins e os meios da ação educativa. Dessa forma, a atuação dos bolsistas tem possibilitado uma visão mais próximo aos níveis de personalidades dos alunos que, assistidos mais de perto, tendem a assimilar os conteúdos de forma mais ampla e didática.

"Porto Digital no túnel do tempo: resgatando a essência do protagonismo" tem sido um lema a ser praticado dentro das práticas pedagógicas na EREM Porto Digital.

Dentre as atividades desenvolvidas dos bolsistas para com os alunos, além da presença em sala de aula, o reforço escolar e a produção de material didático tem ganhado destaque neste primeiro semestre. De forma unânime, junto ao professor José Alexandre, os pibidianos acreditam que desenvolvendo a compreensão do outro e a percepção das interdependências - realizar projetos comuns - tem potencializado a relação com os alunos, e não somente para adquirir uma qualificação profissional, mas, duma maneira mais ampla, competências que tornem a pessoa apta a enfrentar numerosas situações e trabalhar em equipe. Mas também, aprender a fazer, no âmbito das diversas experiências sociais ou de trabalho que se oferecem aos adolescentes e jovens, quer espontaneamente, fruto do contexto local ou nacional, quer formalmente, graças ao desenvolvimento do ensino alternado com o trabalho.


A sala de aula tem sido, cada vez mais, um espaço de aprendizagem que agrega a aluno aos conteúdos de História.

Por fim,  fica muito evidente para os bolsistas que atuam na EREM Porto Digital que participação dos alunos se torna genuína quando se desenvolve num ambiente democrático. A participação sem democracia é manipulação e, em vez de contribuir para o desenvolvimento pessoal e social do jovem, pode prejudicar a sua formação. Principalmente, quando se tem o propósito de formar o jovem autônomo, solidário e competente.

sábado, 15 de abril de 2017

Pesquisadores falam da importância do Portal de Periódicos da Capes

Um dos programas de acesso à informação científica de maior importância mundial premiou quatro estudos que analisaram o desempenho do serviço.

Os vencedores do 1º Prêmio Portal de Periódicos, da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes/MEC) são Gláucio Ary Dillon Soares, categoria pesquisador docente, Noboru Jo Sakabe, estudante de doutorado, João de Melo Maricato, bibliotecário, e Luiz Cláudio Gomes Maia,  estudante de mestrado. Cada premiado recebeu R$ 3 mil.
O estudante Luiz Cláudio Gomes Maia entrevistou 150 professores e pesquisadores de oito áreas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) para descobrir hábitos e forma de utilização desse grupo de usuários do Portal de Periódicos. Ele concluiu que, para 61% deles, o número de artigos científicos disponíveis no serviço é de extrema importância. Do total de entrevistados, 55% revelaram obter sucesso absoluto quando buscam algum documento científico e 7,7% informaram que raramente obtêm ou não obtêm sucesso na pesquisa.
O grupo reivindicou maior número de computadores e alternativas de consulta. Maia também fez comparação de uso entre as áreas e descobriu que pesquisadores da área de ciências biológicas dedicam mais de vinte horas por semana à pesquisa. Eles somam 68,2%. Em seguida está a área de ciências exatas e da terra com 38,7% de permanência. "Os professores estão satisfeitos com a qualidade do portal, mas querem melhorias de forma permanente”, diz Maia em seu estudo.
Gláucio Soares, professor do Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (Iuperj), vencedor da categoria pesquisador docente, diz que há uma década a distância de acesso ao conhecimento entre instituições de pesquisa brasileiras e do exterior parecia insuperável. “Estávamos condenados a um atraso permanente, muitas pesquisas não podiam ser realizadas porque não tínhamos acesso às últimas descobertas. O Portal de Periódicos mudou isso”, afirma Soares. O professor analisou o uso do portal na área de sociologia e ciência política. Soares constatou que, graças ao portal, o aluno ou pesquisador de uma universidade menor tem o mesmo acesso à informação científica de estudantes de universidades americanas como Harvard, e Stanford. “A ponte existe, a informação está disponível, mas é pouco usada por algumas áreas. No caso das ciências humanas há resistência”, constata. O professor doou o seu prêmio a uma escola primária próxima a Arcoverde, em Pernambuco.
O bibliotecário da Universidade Estadual de São Paulo (Unesp) João Maricato diz que “irá utilizar o prêmio por toda a vida”. Ele conta que recebeu reconhecimento, ingressou no mestrado, fez publicação de artigo, participou de congressos e foi convidado para dar aula. O trabalho dele revela que, no período de 1995 a 2005, praticamente todos os estados brasileiros aumentaram o número de artigos publicados. Entre 2001 e 2005 houve crescimento de 54%. “O aumento de produtividade extraordinário ocorreu a partir do ano 2000, data de implantação do Portal de Periódicos da Capes.”  
Noboru Jo Sakabe, aluno de doutorado da Universidade de São Paulo (USP), concluiu que o portal contribui para reduzir as diferenças regionais e possibilita melhoria da produção do conhecimento. Sakabe escreveu sobre A Influência do Portal de Periódicos da Capes na Pós-Graduação Brasileira — análise da cobertura do Portal de Periódicos da Capes baseada na disponibilidade de artigos citados em publicações internacionais de alto nível.
A coordenadora do Portal de Periódicos da Capes, Elenara Chaves, diz  que esses estudos são de extrema importância para a definição de políticas para o portal. “Os trabalhos identificam dificuldades de uso do portal fornecendo subsídios para implantação de melhorias e também apresentam o que está dando certo. O prêmio alcançou seu objetivo”, afirma.
(Assessoria de Imprensa da Capes)

Bolsistas do Pibid falam sobre importância do Life em seus projetos

A atuação dos bolsistas do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (Pibid), Jessiel Odilon Junglos e Aline Fernanda Guse, na Universidade Regional de Blumenau (Furb) vem sendo beneficiada por outro programa da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) que também contribui para a qualificação da formação docente: o Programa de Apoio a Laboratórios Interdisciplinares de Formação de Educadores (Life).
Pedagogia
Bolsista do subprojeto interdisciplinar – Tecnologias Digitais, Jessiel explica como o laboratório custeado pelo Life está atrelado a seu projeto e às práticas desenvolvidas. "O Life me proporcionou um maior contato e interação com diferentes tecnologias digitais, o que me possibilitou problematizar o uso dessas tecnologias nas minhas práticas pedagógicas e assim usá-las como potencializadoras de aprendizagem", disse o estudante do 7º semestre de Pedagogia.

Para bolsista, Life proporciona contato com diferentes tecnologias

Segundo Jessiel, o laboratório é utilizado por estudantes de 14 licenciaturas da universidade e dispõe de lousa digital, mesa digital interativa, projetor 3D, notebooks, tablets, drone, óculos 3D, gravadores de voz, câmera digital e filmadora. "Projetos como o Life e o Pibid trazem grandes contribuições na formação dos licenciandos. Com certeza as minhas práticas pedagógicas vão refletir toda a aprendizagem e reflexão que esses dois projetos me proporcionaram", completou.

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Aline ressalta que o programa alia o uso de tecnologia à prática docente

Letras
Para Aline, graduanda em Letras, o espaço proporcionado pelo Life contribui ainda para o compartilhamento de conhecimento com estudantes de outras áreas do conhecimento. "A vivência no laboratório me proporcionou aprendizados específicos do subprojeto do Pibid do qual eu faço parte, como também interdisciplinares com outros subprojetos. Estar em contato com outros bolsistas nos faz ver certos pontos com perspectivas diferenciadas", afirmou.

A bolsista conta que o laboratório é uma fonte de ferramentas para utilização com alunos da educação básica. "Participei de um projeto, no qual um dos grupos montou uma revista em quadrinhos interativa online. Isso mostra que o laboratório nos permite utilizar várias tecnologias e aliá-las em nossa prática docente", completou.
Pibid
O Pibid é um programa de valorização dos futuros docentes durante seu processo de formação. Tem como objetivo o aperfeiçoamento da formação de professores para a educação básica e a melhoria de qualidade da educação pública brasileira.

O Pibid oferece bolsas de iniciação à docência aos estudantes de cursos de licenciatura que desenvolvam atividades pedagógicas em escolas da rede pública de educação básica; ao coordenador institucional que articula e implementa o programa na universidade ou instituto federal; aos coordenadores de área envolvidos na orientação aos bolsistas; e, ainda, aos docentes de escolas públicas responsáveis pela supervisão dos licenciandos.
Life
O programa foi lançado no segundo semestre de 2012 para apoiar a criação e estruturação de ambientes plurais e interdisciplinares, que proporcionem aos estudantes dos cursos de licenciatura formação baseada na articulação entre conhecimentos e práticas com uso das novas linguagens e tecnologias educacionais. Tem o objetivo de estimular que os cursos de licenciatura apoiados por meio dos programas da Capes promovam atividades interdisciplinares mediadas pelas novas linguagens e tecnologias, envolvendo toda a comunidade acadêmica da IES e os alunos das escolas públicas de educação básica.

(Gisele Novais)

Programa seleciona especialista para Cátedra em Oxford

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) publica nesta quinta-feira, 13, o Edital 8/2017, que divulga o processo seletivo do programa Cátedra Rio Branco – Universidade de Oxford. A chamada pública seleciona um pesquisador sênior especialista em Relações Internacionais, Sociologia, Economia, Ciência Política ou áreas relacionadas para realizar atividades de docência e pesquisa sobre o tema “Projeção internacional do Brasil no século XXI”.
Candidatos que atendam aos requisitos do edital podem se inscrever até 22 de maio na página do programa. O edital prevê a concessão de uma bolsa na instituição anfitriã por um período mínimo de 3 a 4 meses, nos meses de janeiro a abril de 2018.
Universidade de Oxford

Benefícios
O selecionado contará com auxílios da Capes e da Universidade de Oxford. De acordo com o edital, a instituição brasileira concederá bolsa mensal no valor de £3,5 mil, além de auxílios para deslocamento, instalação na Inglaterra e seguro-saúde. Pela anfitriã britânica, o especialista ganhará status de membro da Universidade de Oxford e receberá estipêndio suplementar de £1,5 mil por até três meses letivos. Para desenvolver suas atividades de docência e pesquisa, o selecionado terá uma sala de trabalho no Centro Latino Americano ou nas proximidades e poderá usar as bibliotecas e instalações da universidade.

A previsão é de que o resultado seja divulgado até setembro de 2017.
(CCS/CAPES)

quinta-feira, 13 de abril de 2017

Instituto Anísio Teixeira apresenta plano para formar profissionais da educação

O Plano de Formação e Desenvolvimento dos Profissionais da Educação Básica do Instituto Anísio Teixeira (IAT), órgão da Secretaria Estadual da Educação da Bahia, foi apresentado a representantes da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) na tarde desta quarta-feira, 15, em Brasília. O Instituto pretende formar mais de 10 mil profissionais de Educação Básica até 2018.
Com a implementação do projeto, o objetivo é capacitar até 2018, 1,3 mil gestores escolares, 1,3 mil coordenadores pedagógicos e 8 mil professores da Educação Básica. O plano pretende, assim, articular a tecnologia e infraestrutura do estado para atender o previsto no Decreto Nº 8.752/2016, que dispõe sobre a Política Nacional de Formação dos Profissionais da Educação Básica, relacionada às metas 15 e 16 do Plano Nacional de Educação (PNE).
Para o diretor-geral do Instituto, Severiano Alves, o objetivo é que o projeto sirva de exemplo para todo o país. “Não há nos estados uma articulação quando se trata de regime de colaboração. A ideia do programa é que os municípios tenham [de fato] ênfase na Educação Infantil e o estado se ocupe da formação dos profissionais do Ensino Médio. Queremos oferecer 10 cursos, incluindo Cultura Africana e Indígena. Se os outros estados fizerem o mesmo que a Bahia, o plano de formação pode disparar em todo o país”, afirma. Com intermediação tecnológica, como sistema de videoconferência, o Instituto tem capacidade de atender até 21 mil alunos em todos os municípios da Bahia.
Com a implementação do projeto, o objetivo é capacitar até 2018, mais de 10 mil profissionais da Educação Básica (Foto: Edson Morais CCS/CAPES)
Estiveram presentes na reunião representantes da CAPES das diretorias de Formação de Professores da Educação Básica (DEB) e de Educação a Distância (DED).
CAPES
Por conta da Lei nº 11.502/2007, além de manter a coordenação do Sistema Nacional de Pós-Graduação (SNPG), a CAPES também passou a induzir e fomentar a formação inicial e continuada de professores para a Educação Básica. As ações estão distribuídas entre as diretorias DEB e DED. Entre os principais programas desenvolvidos estão o Plano Nacional de Formação de Professores da Educação Básica (Parfor), o Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (Pibid), o Sistema Universidade Aberta do Brasil (UAB) e os Mestrados em Rede Nacional, o Programa de Mestrado Profissional para Qualificação de Professores da Rede Pública da Educação Básica (Proeb).

IAT

O Instituto Anísio Teixeira tem por finalidade planejar e coordenar estudos e projetos referentes a ensino, pesquisa, experimentações educacionais e qualificação de recursos humanos na área de educação.

Em cumprimento a sua finalidade e em conjunto com a Política Nacional de Professores da Educação Básica, o IAT acompanha a oferta de cursos de licenciatura (formação inicial) e de cursos de pós-graduação (mestrado e especialização), bem como, promove a formação continuada em nível de aperfeiçoamento (acima de 120 horas), extensão (60 a 80 horas) e cursos e eventos de curta duração (até 40 horas), como a realização de oficinas, seminários, congressos, colóquios, conferências e videoconferências para professores e demais profissionais da rede pública de ensino.
Tendo em vista a articulação da formação do professor com a prática na sala de aula, o IAT desenvolve também um conjunto de ações que viabilizam e disseminam pesquisas, experimentos e inovações pedagógicas na escola, com foco na aprendizagem do aluno. Além disso, o Instituto promove a produção e disseminação do uso de mídias e tecnologias como recursos didáticos para professores e alunos nas unidades escolares da rede pública de ensino, por meio de infraestrutura tecnológica que serve de suporte às ações de educação presencial e a distância. Conheça o IAT.
(Pedro Matos)


Ministério da Educação (MEC) destina R$ 316 milhões para bolsas e eventos científicos

O Ministério da Educação liberou recursos financeiros da ordem de R$ 316,25 milhões para pagamentos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). Esse valor custeará aproximadamente 190 mil bolsas em diversos programas, além de apoiar a realização de eventos científicos e de atividades de pesquisa em programas estratégicos.
A maior parte dos recursos, R$ 182 milhões, será destinada ao pagamento de 90 mil bolsistas em diversas modalidades: mestrado, doutorado, pós-doutorado, professor visitante e professor sênior, além de iniciação científica, supervisão e do programa Idiomas sem Fronteiras. Também estão englobados neste valor pagamentos no âmbito dos programas de Apoio à Pós-Graduação (Proap), de Excelência Acadêmica (Proex) e de Doutorado Interinstitucional (Dinter).

Recursos visam melhoramento do ensino e pesquisa em todo o país.
Outros R$ 45,3 milhões permitirão o pagamento de 71.675 bolsas do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (Pibid), 5.255 bolsas do Plano Nacional de Formação de Professores da Educação Básica (Parfor) e 983 bolsas do Observatório da Educação.
Além disso, cerca de R$ 16 milhões serão repassados a 14 mil bolsistas da Universidade Aberta do Brasil (UAB) e 3 mil bolsistas de mestrados profissionais, enquanto R$ 2,5 milhões beneficiarão 2.212 participantes do programa Ciência sem Fronteiras. Está também garantido o pagamento de 2.327 bolsas dos programas tradicionais da CAPES e o custeio de 129 projetos com o repasse de R$ 10 milhões.
Por fim, R$ 40,55 milhões custearão o pagamento de quatro contratos firmados com editoras que fornecem conteúdos à comunidade acadêmica por meio do Portal de Periódicos. Os demais R$ 19,9 milhões referem-se a despesas diversas, como as administrativas, com convênios e de capacitação, entre outras.
Com informações do MEC

Comissão de avaliação do PIBID realiza primeira reunião

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) sediou nesta terça-feira, 28, a primeira reunião de trabalho da Comissão de Avaliação do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (Pibid). O grupo foi instituído pela Portaria n°39, de 20 de fevereiro de 2017, com o objetivo de avaliar os resultados, o impacto e a efetividade do programa.
Comissão tem o objetivo de avaliar os resultados, o impacto e a efetividade do programa (Foto: Haydée Vieira - CCS/CAPES)

Em sua fala de abertura, o presidente da CAPES, Abílio Afonso Baeta Neves, ressaltou a importância da realização de uma avaliação sistemática do Pibid. “Pelo seu objetivo fundamental que é ajudar a melhorar a qualidade do ensino básico, esse é um programa que precisa ter os seus resultados e o seu desenvolvimento avaliado adequadamente”, afirma.
O diretor de Formação de Professores da Educação Básica da CAPES, Marcelo Câmara, também apontou a necessidade de reflexão e ação sobre as ações a serem tomadas daqui para frente. “O Pibid é um programa que tem grande impacto e precisa ser aperfeiçoado. Acredito que teremos bons resultados com o trabalho desse grupo”, acrescenta.
Segundo a Coordenadora-Geral de Programas de Valorização do Magistério (CGV) da CAPES, Claudete Cardoso, o objetivo da Comissão é fazer a avaliação atual, além de implementar um acompanhamento contínuo. “Esperamos encerrar a reunião com uma metodologia definida, de modo que a própria Diretoria de Educação Básica (DEB) possa operacionalizar essa avaliação no futuro. Hoje, nosso objetivo é buscar subsídios para a melhoria do programa”, explica.
PIBID
O Pibid é um programa de valorização dos futuros docentes durante seu processo de formação. Tem como objetivo o aperfeiçoamento da formação de professores para a educação básica, contribuindo para a melhoria da educação básica.
Para Marcelo Câmara, o PIBID é um programa de impacto e precisa ser aperfeiçoado (Foto: Haydée Vieira CCS/CAPES)
O programa oferece bolsas de iniciação à docência aos estudantes de cursos de licenciatura que desenvolvam atividades pedagógicas em escolas da rede pública de educação básica; ao coordenador institucional que articula e implementa o programa nas instituições formadoras; aos coordenadores de área envolvidos na orientação aos bolsistas; e, ainda, aos docentes de escolas públicas responsáveis pela supervisão dos licenciandos.

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Escola Trajano de Mendonça realiza a 7° Semana da Mulher

A EREM Professor Trajano de Mendonça tradicionalmente reserva uma semana do mês de março todos os anos para debater assuntos relacionados aos direitos humanos e valorização na mulher. Essa semana diferenciada teve início no ano de 2011 com a Professora Rosário Leite, que atualmente não faz parte do corpo discente da escola, mas que deixou sua marca registrada quando há sete anos decidiu organizar a semana “Rosa e Lilás”, ao longo desses anos o evento foi criando forma e abrangendo toda a escola, alunos e professores das diversas áreas que de alguma forma tratavam em suas aulas sobre alguma problemática relacionada ás mulheres. Durante todos esses anos diversos palestrantes foram convidados, funcionárias da Secretária da Mulher, mulheres ligadas com movimentos sociais e de luta, grupos musicais formados apenas por mulheres e muitos debates aconteceram, ampliando a visão dos alunos sobre diversos temas alarmantes da nossa sociedade como a violência, aborto, gravidez na adolescência e doenças que atingem principalmente as mulheres.


Semana da Mulher tem por objetivo conscientizar alunos e funcionários sobre uma problemática tão custosa à sociedade atualmente.

Esse ano o EREM Trajano de Mendonça denominou esse evento apenas com o tema “Semana da Mulher” e aconteceu entre os dias 06 e 10 de março, e tradicionalmente trouxe palestrantes e ex-alunas para discutir assuntos diversos com as 14 turmas de ensino médio, os professores também trouxeram temas varias para serem tratados em suas aulas de acordo com sua área de formação.

Os alunos e alunas tiveram contato com pelo menos duas palestras diferentes, uma apresentada por Daniela Martins, ex-aluna do colégio que recentemente adquiriu certa fama por compartilhar fotos de si, mulher gorda, sem roupa nas redes sociais. Sua fala desenvolveu-se no sentido de tratar do corpo feminino, criticando os estereótipos divulgados pela mídia, tidos como sinônimo de perfeição estética e clichês como “o rosto é bonito, mas o corpo é feio”. Neste sentido é interessante a frase formulada pela própria palestrante é “se amanhã todas as mulheres acordassem aceitando seus corpos, quantas empresas faliriam?” Problematizou ainda a respeito de para quem é o corpo da mulher, deixando claro que este não deve ser pensado para agradar um homem ou alguém exterior, mas sim, única e exclusivamente a mulher a qual pertence. Tendo em vista, seu caso ter ocorrido na internet, onde após os posts também sofreu ameaças, houve a oportunidade de esclarecer os alunos e alunas a respeito dos crimes cibernéticos, onde está localizada a delegacia responsável por isso e ainda, os preconceitos que sofreu por ser “feia” ao tentar registrar o Boletim de ocorrência. Ela conclui com uma afirmação muito significativa, levando em consideração o público a qual estava sendo direcionado (grupo de adolescentes, que querendo ou não está constantemente sendo cobrado por atender aos padrões de beleza colocados pela mídia e pela sociedade de uma maneira geral) afirmando que a mulher não é feita de corpo, cabelo, estria, celulite, etc. é feita de essência!


Palestra com Daniela Martins.

Já a segunda palestra foi ministrada por suas agentes da polícia militar, que esclareceram aos estudantes alguns aspectos da história das mulheres na polícia e apresentam um vasto campo de outras atividades profissionais como professor (a), médico (a), fisioterapeuta (o), veterinária (o), etc. que estão ligados ao serviço militar. Ainda nas questões diretamente profissionais, foi mencionada a progressão da carreira de um militar saindo de cabo para sargento, etc. Algumas questões fundamentais foram tratadas durante a palestra como assédio sexual e teste de aptidão física (TAF). Coloco este ultimo como importante, pois trata a respeito da maior facilidade ou não dos testes de aptidão física propostos para as mulheres se comparados aos masculinos. Foi deixado claro a partir desta conversa que não há um teste “mais fácil”, mas sim, testes adaptados às diferenças fisiológicas entre homens e mulheres, ou seja, adaptados a realidades corporais distintas. No tocante ao assédio sexual, foi importante perceber o relato de mulheres que trabalham em um ambiente tido como essencialmente masculino, falarem sobre os assédios morais e sexuais que sofreram e ainda sofrem trabalhando nesta área, enfatizando através destes relatos que não se deve ficar em silêncio e sim denunciar o seu agressor para que seja punido de alguma forma.



Apresentação musical do grupo formado apenas por mulheres.

Com isso, em 2017 a EREM Professor Trajano de Mendonça realizou por mais um ano uma semana de conscientização, debates e reflexões sobre a sociedade que as mulheres estão inseridas e suas problemáticas, alcançando assuntos como ambiente de trabalho, saúde pública, violência, feminismo, educação, valorização do corpo e direitos constitucionais. Englobando todo o corpo docente, funcionários e alunos, que trabalharam juntos pela construção de uma semana com atividades diferenciadas e enriquecedoras, onde a própria escola recolhe os frutos ao longo do ano letivo, quando os alunos se interessam pelos temas e trabalham eles ao longo do ano em outros eventos anuais da escola.


Alunos mostraram-se empolgados ao tratarem de um problema que ainda necessita ser tão amplamente discutido.


Apesar do assunto bastante sério, sorrisos e descontração marcou a Semana da Mulher.


Aluna do terceiro ano falando aos colegas.

domingo, 9 de abril de 2017

Oficina de Aprendizagem Móvel ressaltou a importância da flexibilização da docência

Oficina de Aprendizagem Móvel - Ensino de História propôs a flexibilização da docência

Foi realizada no dia 21/03 (terça-feira) no Centro de Educação a partir do PIBID/História - UFPE, sob a coordenação da Prof. Dra. Adriana Maria Paulo da Silva, juntamente com o Prof. Dr. Marcos Alexandre de Melo Barros, a Oficina de Aprendizagem Móvel - Ensino de História. O local escolhido para a realização das atividades foi a sala do PROI-Digital com a utilização dos mais variados recursos digitais, visto que a discussão que norteou todo a reunião foi a conceituação de Mobile Learning.

Segundo o professor Marcos Barros, "Mobile Learning é uma modalidade de ensino e aprendizagem relativamente recente, que permite a alunos e professores criarem novos ambientes de aprendizagem à distância, utilizando para isso, dispositivos móveis com acesso à Internet".

Bolsistas utilizaram os smartphones como ferramenta de pesquisa a todo o momento.

Indubitavelmente, vê-se que os métodos tradicionais de docência já não satisfazem os mais variados tipos de alunos que, amparados na ampla tecnologia, adentram na sala de sala. Com isso, uma das mensagens centrais da oficina foi a de melhorar os recursos para o aprendizado do aluno, que poderá contar com um dispositivo computacional para execução de tarefas, anotação de ideias, consulta de informações via Internet, registro de fatos através de câmera digital, gravação de sons e outras funcionalidades existentes. Especialista no uso de tecnologias móveis na aprendizagem, John Traxler critica a disseminação de métodos globais e afirma que é preciso personalizar o ensino às necessidades de cada escola, fato que é vivido pelo Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência em História na UFPE, uma vez que cinco escolas ao todo são atendidas com projetos e bolsistas. Os projetos educacionais baseados no uso das tecnologias móveis estão fadados ao fracasso se não se pautarem pelo ambiente social e cultural do público a que se destinam. Essa é uma das conclusões a que chegou o professor John Traxler, da Universidade de Wolverhampton, na Inglaterra, ao longo de mais de uma década de pesquisas sobre o uso de dispositivos móveis na educação.

              Professor Dr. Marcos Barros mostrando aos bolsistas as mais diversas ferramentas a serem utilizadas em sala de aula

Ao final da oficina, foi pedido aos estudantes para que fizessem sugestões no tocante à facilitação de conteúdos para alunos através das mais variadas formas: áudio, vídeo, imagem, entre outros. O resulto foi registrado e fará parte de um E-book cuja autoria será do Prof. Marcos e bolsistas que o auxiliam.

 Imagens no Ensino de História

Áudio no Ensino de História

 Uso do celular em sala de aula com vídeo

Mídias sociais no Ensino de História

Por fim, compreendeu-se que os recursos digitais possibilitam explorar as várias áreas de conhecimento, fazendo relação com diversos conteúdos do currículo escolar. Essa pesquisa parte do princípio que é muito importante os recursos digitais para a aprendizagem, para a socialização, ou seja, que o aluno aprende também com os jogos digitais. Assim, torna-se importante se avaliarmos que vivemos em uma era digital, ou seja, tecnológica e que os nossos alunos se encontram neste mundo de conhecimento híbrido buscando a personalização do ensino ao alternar momentos em que o aluno estuda sozinho, em ambientes virtuais, em grupo e entre as experiências didáticas em sala de aula.